quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Políticas públicas devem se adaptar à expectativa de vida da população


O envelhecimento da população brasileira, que vem se intensificando nos últimos 50 anos, é uma consequência da diminuição da mortalidade e da natalidade. A expectativa de vida é de 73 anos, e o número de centenários aumenta mais do que qualquer outra faixa etária. Se por um lado a longevidade é positiva, ela também traz inúmeros desafios. Um deles é o preparo da rede de atendimento, pois o perfil epidemiológico também está mudando, com uma maior incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Além disso, existe a necessidade de formação de cuidadores, pois as famílias nem sempre dão conta da assistência.

Para tratar de temas como esses, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) promoveu ontem, na Capital, o encontro O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Atividade Hospitalar e na Gestão da Assistência. Na abertura, o presidente do conselho administrativo da Anhanp, Francisco Balestrin, explicou que o mundo está passando por três grandes transições no que se refere à qualidade de vida. A primeira é a demográfica, que diz respeito à longevidade; a segunda é a epidemiológica, que traz a mudança no perfil das doenças; e a terceira refere-se aos riscos, como alimentação inadequada, pouco exercício e a violência urbana.

Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um crescimento populacional entre idosos de mais de 3% ao ano – índice superior ao crescimento da população total, de aproximadamente 1,1%, observado entre 2000 e 2010. Em 2050, espera-se que o percentual de pessoas acima de 65 anos corresponda a 30% dos brasileiros, contra 11% atualmente.

No Rio Grande do Sul, de acordo com o Censo de 2010, existiam 994.613 pessoas com mais de 65 anos, de uma população total de 10,4 milhões. Na Capital, o número também era bastante expressivo, com 147.569 pessoas com mais de 65, em um total de 1,4 milhão.

Maria Lucia Lebrão, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), fez um estudo chamado Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, no qual descobriu o perfil dos idosos e como será o desenvolvimento da população nos próximos anos. De acordo com ela, em 2020, o número de pessoas com mais 65 anos será maior do que o de crianças com até cinco anos. Um dos principais fatores que levaram a esse envelhecimento foi o combate da mortalidade infantil. Em 1970, a natalidade ainda era alta, mas o cuidado com a saúde dos bebês começou a se intensificar e a mortalidade caiu. “As famílias antes tinham até 20 filhos, pois muitos morriam após o parto. Assim, os pais preferiam ter uma grande quantidade para evitar que ficassem sem. Em 1960, a média por casal era de 5,8 filhos. Em 2008, passou para 1,8”, relata Maria Lucia.  De acordo com ela, a média atual já não repõe a perda do pai e da mãe.

A professora revela também que, em 2040, o número de pessoas centenárias subirá 746%, enquanto as demais terão aumento de apenas 35%. A maioria das pessoas acima dos 100 anos serão mulheres. “Isso implica todas as políticas públicas. Por isso a necessidade de pensar nesse novo perfil da população”, ressalta.

Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cuidados com a pele no verão


Chegar ao fim do verão com a pele saudável parece ser uma tarefa impossível - sol, cloro, água do mar, suor. São tantas ameaças que nem sempre sabemos como nos proteger corretamente. Embora pareça difícil, problemas como ressecamento, manchas e até micoses podem ser evitados com cuidados simples. O portal Minha Vida conversou com dermatologistas que revelaram seus truques e deram dicas para manter a pele hidratada e sem complicações na estação mais quente do ano.

Controle a oleosidade
"Uso sabonetes líquidos ou em espuma com ativos que controlam a oleosidade, depois aplico um tônico e finalizo com um bom hidratante matificante", diz a dermatologista Marcela Studart, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A dermatologista Suzy Rabello, do Hospital Bandeirantes, em São Paulo, ressalta a importância de usarmos produtos específicos para o nosso tipo de pele. "Se necessário, higienizo também a área do peito e das costas, e nunca faço limpeza mais de três vezes por dia, pois a pele pode produzir mais sebo e até aumentar a oleosidade", afirma. Já o dermatologista Murilo Drummond, do Instituto de Pós-graduação Médica Carlos Chagas, no Rio de Janeiro, diz que deixa lenços umedecidos na bolsa, no trabalho ou no carro, apenas para retirar o excesso de oleosidade durante o dia. 

Dedos e virilha sempre secos para evitar micoses
Um dos problemas de pele mais comuns do verão são as micoses, principalmente por conta do aumento de suor e as visitas mais frequentes a praias e clubes. A dermatologista Marcela aposta no simples e efetivo: "Após o banho, é indicado secar bem as áreas de dobras, principalmente entre os dedos e virilha, para evitar frieiras e fungos", diz. Já o dermatologista Murilo afirma que os cuidados podem ir para além do banho, principalmente para quem sofre muito com o suor. "Uma dica é secar essas áreas com uma toalha de papel no intervalo do trabalho, ou mesmo o uso de talco nos pés", completa. Na piscina ou chuveiro do clube, lembre-se de calçar os chinelos e evitar pisar descalço no chão molhado.

Ressecamento da pele e dos fios também tem solução
Quem nunca ficou com a pele e os cabelos ressecados após uma temporada de água do mar e piscina com cloro? "Recomendo o uso de hidratantes para o corpo a base de ureia, vitamina E, alantoina e óleo de semente de uva diariamente após o banho para tratar a pele durante os dias de viagem", diz a dermatologista Marcela. No cabelo, a dica é usar leave-in e máscaras hidratantes com uma frequência maior. "Após o banho de mar ou piscina, vou logo lavar o corpo com água limpa, para retirar cloro e sal", lembra a dermatologista Marcia. 

Cuidados com o sol vão além do protetor solar
O uso do protetor solar é essencial para evitar queimaduras, pintas, manchas e o câncer de pele. Mas é preciso usá-lo corretamente ou então a proteção não é garantida. "Reaplico o produto a cada duas horas se estiver em áreas de grande exposição, como a praia, sem me esquecer dos óculos escuros, bonés ou chapéus, de preferência com abas grandes", diz Suzy Rabello. A dermatologista Marcela recomenda aumentar o fator de proteção quando a exposição for mais intensa. "O ideal é um FPS entre 30 e 40 para o dia a dia e acima de 50 na exposição, lembrando que os protetores em gel e fluido são menos resistentes à água e ao suor do que os cremes mais espessos", explica. Também devemos respeitar os horários menos críticos de exposição ao sol: antes das 10h e após as 16h, pois a concentração de radiação solar é maior entre 10h e 16h.

Hidratação não é feita só com creme
Uma pele saudável e hidratada não depende apenas do hidratante, afirmam os dermatologistas. "O uso de loções e águas termais também é bem-vindo para manter a pele sempre bem hidratada", conta Murilo Drummond. Além disso, ingerir dois litros de água por dia é essencial para manter todos os nossos órgãos irrigados e funcionando corretamente, e a pele não foge dessa regra. "Não adianta gastar dinheiro com diversos produtos se o mais importante, que é ter uma alimentação equilibrada e beber muita água, não está sendo feito".


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Expectativa de vida cresce no Brasil


A expectativa de vida no Brasil aumentou para 74,6 anos segundo projeção do IBGE divulgada nesta semana. O número representa um crescimento de 5 meses e 12 dias em relação ao estimado para 2011, 74,1 anos.

Na comparação entre homens e mulheres, elas levam vantagem: enquanto a expectativa deles cresceu quatro meses e dez dias, passando de 70,6 anos para 71 anos, a esperança de vida do sexo feminino chegou a 78,3 anos em 2012, com aumento de seis meses e 25 dias em relação à expectativa observada no ano anterior.

Segundo o IBGE, uma das explicações para a diferença é a maior incidência de óbitos por causas violentas entre a população masculina. O instituto assinala que o problema atinge, sobretudo, jovens adultos, com idade entre 15 e 30 anos.

As informações são da Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil de 2012, que tem como base a Projeção da População para período entre 2000 e 2060 e incorpora dados populacionais do Censo Demográfico de 2010, além de estimativas da mortalidade infantil e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade.  O IBGE divulga anualmente essa projeção, que é usada para calcular o fator previdenciário pelo INSS e utilizado no cálculo da aposentadoria.


A expectativa de vida também aumentou diante da menor mortalidade por doenças especialmente. Na fase adulta considerada pelo IBGE (15 a 59 anos de idade), de cada 1.000 pessoas que atingiriam os 15 anos, 846 aproximadamente completariam os 60 anos de idade. Já em 2012, o número subiu para 848 pessoas.

Equipe Cristiane Brasil

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cristiane Brasil é reeleita presidente nacional do PTB Mulher


A presidente nacional do PTB Mulher, Cristiane Brasil, foi eleita, na Convenção Nacional, em Brasília, nesta terça-feira (5/11/2013), para um novo mandato à frente do movimento feminino do Partido Trabalhista Brasileiro. Dirigentes do PTB Mulher de diversos estados do Brasil elegeram também as petebistas Marli Iglesias e Marlene Campos Machado como vice-presidentes do movimento.

Na convenção, o presidente nacional do PTB, Benito Gama, elogiou o trabalho de Cristiane Brasil à frente do PTB Mulher, e falou de sua satisfação com a reeleição da líder feminina do PTB. Em seu discurso, Benito saudou as petebistas e petebistas que foram à capital federal participar do evento, e lembrou a importância da união de todos para continuar a construção iniciada por Getúlio Vargas.

“O nosso fundador, Getúlio Vargas, nos deixou um legado muito forte, e para continuar a construção desse partido que tem a história que todo partido gostaria de ter, temos a participação fundamental das mulheres, tanto no movimento feminino como na própria Executiva Nacional. E as mulheres tem sido essenciais na organização do PTB em todo o Brasil”, disse Benito.

Cristiane Brasil agradeceu as palavras de Benito Gama, e ratificou que a construção partidária se dá com união e amor entre seus membros, sejam eles dirigentes, filiados, membros, simpatizantes ou qualquer pessoa que acredite no ideário petebista.

“Nós construímos muitas coisas nesse partido, e o mais especial é que fazemos tudo em conjunto, com união e solidariedade. O nosso partido é forte pelas relações que têm, pelas alianças que constrói. O nosso partido é formado pela verdade, e tudo que é formado na verdade é mais profundo. A missão da política é muito bonita, ainda mais quando podemos conciliar o trabalho com a amizade, com o sentimento de família. 

O nosso partido, o nosso PTB, é, portanto, um conjunto de pessoas unidas por um elo de família, solidificado pelo amor que nos envolve e à nossa causa trabalhista”, disse Cristiane. 
A mesa principal da convenção foi formada por Cristiane Brasil, Benito Gama, as petebistas Marcia Tedesco (presidente do PTBM-RS), Marli Iglesias, Marlene Campos Machado (presidente do PTBM-SP) e Elaine Matozinhos (presidente do PTBM-MG), os senadores Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PI) e Osvaldo Sobrinho (MT), e pelo deputado Antonio Brito (BA).

Estiveram presentes também na convenção o secretário nacional de Comunicação do PTB, Honésio Ferreira, o Primeiro-secretário do PTB, Norberto Martins, o Primeiro-tesoureiro do PTB, Luiz Rondon, o presidente nacional da Juventude do PTB, Adriano Stefanni, o presidente da Fundação PTB, Chico Galindo, e os presidentes do PTB da Paraíba, o ex-senador Wilson Santiago, e de Mato Grosso do Sul, Ivan Louzada.

No seu discurso de saudação aos participantes da convenção, Benito Gama lembrou as palavras do presidente licenciado, Roberto Jefferson, de que uma agreamiação partidária deve funcionar como uma família.

"Nós sentimos muito orgulho do trabalho realizado pelo PTB Mulher. Ele fortalece ainda mais o partido e nos torna vitoriosos. Como sempre afirma o presidente Roberto Jefferson, o PTB é como uma família, e como família que somos, não tem nada mais importante do que sermos uma família unida. A nossa história é muito forte, temos grande importância para a vida política no Brasil. Contamos sempre com as mulheres para levarmos à frente o trabalhismo e o PTB”, ressaltou Benito.

Ainda em seu discurso, o presidente nacional destacou que o PTB é o sexto maior partido brasileiro em número de filiados, com 1.168.971 pessoas registradas em todo o Brasil, de acordo com os últimos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados em setembro. Benito lembrou que a maioria desse contingente é de mulheres. Ele exortou os jovens e as mulheres petebistas que continuem, com a força de seu trabalho, escrevendo a história do partido.  

“O PTB é o sexto maior partido em número de filiados, portanto, temos um compromisso com esses mais de um milhão de petebistas em todo o Brasil. E temos também o compromisso com as mulheres do nosso partido, de dar voz aos seus anseios e demandas. Saudando aqui a atuação da nossa presidente do PTB Mulher, Cristiane Brasil, que irá continuar realizando este trabalho sério e competente à frente das mulheres petebistas, quero desejar a todos aqui muita sorte, além de pedir que mantenham a união, para continuarmos nossa trajetória de sucesso na política nacional”, finalizou o presidente Benito.


Agência Trabalhista de Notícias (Eduardo Mota e Felipe Menezes)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Combate as bactérias em casa evita riscos para a saúde



Existem bilhões de bactérias espalhadas por todos os cantos da casa e, se o controle não e a limpeza não forem feitos da maneira correta, elas podem trazer risco para a saúde da família.

Segundo os especialistas, as bactérias não voam, não pulam e não andam – elas se espalham pela casa através dos animais domésticos, dos insetos e das mãos das pessoas. As mãos, aliás, são o principal veículo e, por isso, é importante mantê-las limpas durante as atividades dentro de casa, como cozinhar, por exemplo.

Cozinha
No entanto, não adianta lavar as mãos se os botões do fogão estiverem sujos porque, ao primeiro toque, as mãos já estarão contaminadas de novo. Para deixar o fogão limpo, tirar a gordura e matar as bactérias, é preciso primeiro usar um desengordurante ou um detergente e depois um produto bactericida.

Ainda na cozinha, há o risco de bactérias na pia, que vêm dos alimentos e podem causar intoxicações alimentares e sintomas, como desarranjos intestinais e diarreias.

Para evitá-las, a dica é lavar bem as mãos e as unhas antes de manipular a comida, evitar tossir ou espirrar nos alimentos, não deixar louça suja acumulada por muito tempo e lavar as frutas da fruteira logo antes de comer. O hipoclorito de sódio é uma grande arma na higiene da pia e dos alimentos.

É preciso ainda lavar frequentemente os panos que, por serem úmidos e terem restos de alimentos, podem criar colônias de bactérias. Para mantê-los limpos, a dica é deixá-los de molho em uma solução com cloro ou água sanitária.

Banheiro
Já no banheiro, as bactérias podem aparecer por causa do botão da descarga.  Esse local pode estar habitado por bactérias que moram no intestino das pessoas e, para evitá-las, a principal dica é dar descarga com a tampa fechada. Afastar toalhas e banho e rosto da privada e guardar escovas de dente e fio dental em locais protegidos também são medidas eficientes.

No banheiro, podem ter também bactérias da boca, mas ao contrário das bactérias do intestino, elas não oferecem tanto perigo para a saúde – como explicaram os especialistas, ao beijar outra pessoa, por exemplo, ninguém se prejudica, o que comprova o risco pequeno. Embora menos perigosas, essas bactérias podem afetar pessoas que têm a imunidade reduzida e, por isso, também é importante controlá-las e manter a higiene especialmente na pia.

Como matar bactérias?

Os produtos que matam as bactérias são a água sanitária e a água fervendo. Produtos como multiuso de limpeza, do sabão em pó, saponáceo, detergente e desengordurante, por exemplo, só são eficientes contra as bactérias se houverem no rótulo a presença de substâncias como quaternário de amônio, cloro, formol ou álcool com concentração igual ou superior a 70%. É importante, ainda, respeitar a quantidade indicada no rótulo – se colocar menos pode anular a ação bactericida; se colocar mais, pode dar reação alérgica respiratória ou de pele.


Fonte: Bem Estar

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Combate à violência contra o idoso é luta de todos


O enfrentamento à violência contra o idoso deve ser uma tarefa não apenas dos governos, mas também de toda a sociedade, defendeu a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário no início do mês. Durante comissão geral na Câmara dos Deputados para discutir a violência contra o idoso no Brasil, a ministra fez um apelo para que as famílias participem da luta pela melhoria na qualidade de vida dessa parcela da população.

"Quero fazer um apelo para que sociedade, as famílias tomem para si a causa dos idosos", discursou a ministra. Segundo ela, nos últimos dois anos, das mais de 50 mil denúncias recebidas pelo Dique 100 relacionadas a maus-tratos contra os idosos, a maioria foi relacionada à negligência no cuidado com os mais velhos. "O perfil das denúncias indica que o maior número de vítimas são mulheres e têm entre 76 e 80 anos de idade", disse Maria do Rosário.

De acordo com a ministra, o Brasil está passando por uma "grande e rápida mudança" no perfil etário da sua população. "A mudança que o Brasil tem hoje, em termos de envelhecimento da população, na Europa esse processo demorou 100 anos. Já no nosso País ocorrerá em 40 anos. Estamos vivendo mais, mas o desafio é viver mais, com qualidade de vida."

Durante o debate sobre a violência contra o idoso, diversos deputados defenderam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555 de 2006, que acaba com a contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos. "Essa contribuição também é uma violência contra o idoso", afirmou o deputado Faria de Sá (PTB-SP).


Fonte: Terra

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sem tabu: sexo na terceira idade é normal


O sexo na terceira idade ainda é tabu para muitas pessoas, porém, quando se é saudável, a medicina não faz recomendações contra a prática. Muitos desconhecem a informação, mas, mesmo na melhor idade, o desejo sexual é normal, não se modifica com o envelhecimento. Por isso, acredita-se que a perda do desejo é normal e não procuram ajuda para modificar a situação.

O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, criou o ProSex – Programa de Estudos em Sexualidade. O projeto reúne diversos profissionais da saúde, como psiquiatras, psicólogos, ginecologistas, urologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, dedicados ao ensino, pesquisa e atendimento em todas as áreas que envolvem a sexualidade. Um dos temas trabalhados pela equipe é o sexo na terceira idade.

Antes, com a chegada da menopausa praticamente no final da vida, não havia a preocupação com o assunto, contudo, hoje em dia, a mulher pode viver nessa condição durante praticamente a metade da vida, procurando ajuda para continuar ativa. No entanto, quem mais se preocupa com a questão é o homem. Das pessoas do sexo masculino que procuram o programa, dois terços são idosos, enquanto que, em relação as mulheres, a terceira idade representa um terço.

Hoje em dia, com a expectativa de vida cada vez maior, o idoso demonstra interesse em manter-se sexualmente ativo. A melhora da qualidade de vida também influencia nessa questão, pois a pessoa sente-se bem e disposta até mesmo em idades avançadas.

Não tenha vergonha ou medo, procure um médico se precisar de ajuda! Viva a melhor idade sem abdicar do desejo sexual com seu parceiro.

Um abraço,
Equipe Cristiane Brasil

Fonte: Coisa de Velho

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Perda auditiva pode causar tristeza e depressão



A perda da audição é uma das maiores dificuldades enfrentadas por um idoso. Além dos problemas comuns, este mal pode causar o isolamento do indivíduo do convívio com familiares e amigos. Consequentemente, a deficiência auditiva pode levar a tristeza e a depressão e, até mesmo, fazê-lo perder o interesse por atividades que sempre realizou ao longo da vida por não conseguir entender o que os outros dizem e interagir com o mundo ao redor.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, foi possível constatar na prática essa triste realidade. Um estudo realizado com idosos confirmou que há uma correlação entre perda de audição não tratada e problemas de saúde física, emocional e mental na terceira idade.

De acordo com os resultados, dos idosos que tinham perda auditiva não tratada, 32% haviam sido hospitalizados e 36% deles tinham uma probabilidade  maior de sofrer danos e doenças nos dez anos seguintes. Eles também eram 57% mais suscetíveis a sofrer estresse profundo, depressão ou mau humor.

Por isso, a perda auditiva não pode ser tratada como algo irrelevante, mas como uma questão de saúde pública. Na maioria das vezes, a esta diminuição da audição ocorre por razões naturais em virtude do tempo. No entanto, a dificuldade em procurar ajuda, ocorre por vergonha e constrangimento. O melhor a fazer é trazer o problema à tona e tratar. Em muitos casos, o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na autoestima e na qualidade de vida do idoso.

Cuidando da audição, será possível voltar a apreciar os simples prazeres da vida como ouvir uma música, acompanhar as novelas, o noticiário na TV, conversar com amigos e parentes, enfim, tudo aquilo que é importante para o idoso se sentir estimulado para a vida. Os familiares devem ficar atentos e colaborar para que o primeiro passo seja dado, ajudando os mais velhos a procurar logo uma ajuda médica.

Um abraço,
Equipe Cristiane Brasil


Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Terceira idade mergulha nas redes sociais


Na semana passada, o computador de Sebastiana Martins, de 78 anos, ficou estragado por três dias. Foi um tempo de agonia. "Parece que eu tô sem roupa, bem!", disse ela à reportagem na terça-feira passada. "O estabilizador liga, mas a CPU está fazendo um barulho muito estranho, vuuum, vuuum..." A aposentada estava, então, privada de um dos passatempos mais divertidos que encontrou nos últimos anos: fazer pesquisas no Google, "puxar" música no YouTube, checar e-mail e conversar com alguns de seus 107 amigos no Facebook.

Apesar de ter nascido 60 anos antes do início da internet no Brasil, Sebastiana é usuária ativa da rede mundial de computadores. A barreira do contato com a máquina ela venceu há alguns anos - basta ver a familiaridade da ex-costureira com a descrição das peças que compõem um PC e a sua disposição para mexer no Mac da neta Raquel. Nem o vocabulário digital é segredo para ela. "Adoro receber pps", diz. Pps é a terminação de arquivos gerados pelo Power Point no formato de apresentação de slides.

A avó entende até o que é mensagem privada no Facebook. "Ah, se quiser me achar lá (na rede social), eu sou uma senhora linda de cabelos brancos. Mas procura pelo nickname. Meu nickname é Lelé."

Embora a atividade virtual de Lelé impressione, ela não é uma entre poucas avós "conectadas". Segundo a empresa de pesquisa comScore, 84,2% dos internautas brasileiros acima de 55 anos estão presentes no Facebook, conforme levantamento de agosto. Nesse mês, cada um deles gastou, em média, 586 minutos na rede social, ou seja, 19 minutos por dia.

A presença significativa na rede é uma consequência do crescente acesso dos mais velhos à internet. Apesar de responder pela menor parcela de internautas, o número de pessoas acima de 50 anos na web cresceu 222,3% entre 2005 e 2011, para 8,1 milhões, segundo o IBGE. Trata-se de um público que frequenta sites de notícias, faz compras online e muitas vezes mantém contato com filhos por serviços como Skype.

Para Cristina Fogaça, mestre em gerontologia e diretora da Faculdade Aberta para a Maturidade Ativa (Fama), a imersão da terceira idade nesse ambiente virtual resulta da mais fácil assimilação das novas tecnologias hoje. "Tecnologia não é mais um bicho de sete cabeças para eles como era antigamente", diz. A especialista conta que suas alunas são encontradas facilmente no Facebook fora do horário de aula e que há algumas que, durante passeios, publicam foto no site e na mesma hora recebem várias "curtidas" e palavras de incentivo.

As irmãs Lima conhecem bem esse tipo de interação online - e não só via Facebook. Ivani, de 59 anos, Jandira, 67 anos, Irani, 69 anos, Iracy, 74 anos, Jacyra, 77 anos, se encontram online todos os dias para jogar tranca. "Às vezes a gente fica até uma hora da manhã jogando", diz Irani.

Com exceção de Irani, que se diz "fuçona" e desmonta o computador para limpar a parte de dentro, as irmãs contam com a ajuda do sobrinho Ricardo para descobrir o mundo da web. Gerente de projetos da IBM Brasil e colunista voluntário do Portal da Terceira Idade, ele fala com encanto do modo como suas tias e outros familiares abraçaram as novas tecnologias. "Meu sogro, de 64 anos, é aposentado, mas trabalha como temporário em feiras de exposição para as quais ele se candidata online."

Desafio. Antes de encarar a internet, existe o desafio de encarar o novo universo de um computador, com sua área de trabalho, atalhos, pastas e navegadores. Segundo pesquisa do Ibope Media, mais da metade dos brasileiros entre 65 e 75 anos dizem ainda se sentir confusos com computador, apesar de 28% se manterem atualizados com os avanços tecnológicos.

O medo de estragar o equipamento e instalar vírus estão entre os receios mais comuns no início do aprendizado, segundo professores de informática. William Henrique, que ensina idosos há 15 anos, diz que seus alunos se dividem em duas categorias: uma delas nunca teve contato com computador e a outra tem noções da informática de anos atrás. "Alguns aprenderam a usar o MS-DOS e a linguagem BASIC, já completamente obsoletos, só para você ter uma ideia."

Por isso, diz ele, paciência e respeito ao ritmo são ingredientes fundamentais. O PC de Lelé, por exemplo, não estava estragado. A máquina não estava ligando porque, provavelmente, Lelé estava demorando com o dedo no botão da CPU.

Fonte: Estadão 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dia Mundial da Osteoporose quer conscientizar sobre o combate


O dia 20 de outubro é considerado o Dia Mundial da Osteoporose, criado com o objetivo de conscientizar a população sobre as formas de combate à doença. A osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso, aumentando o risco de fraturas, mesmo após pequenas quedas e traumas.

De acordo com as estatísticas da Sociedade Britânica de Osteoporose, uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, têm osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura em menos de um ano. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm a doença e, no mundo, esse número chega a 200 milhões.

O diagnóstico pode ser feito precocemente e com precisão através de um exame chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-X somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%.
Muitas vezes, a osteoporose se manifesta clinicamente através de fraturas. Dores e diminuição de altura, entretanto, também podem estar associadas à doença. Os principais fatores de risco são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiroide.

Para prevenir e tratar faça exercícios físicos regularmente e aumente o consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Além disso, os hormônios podem ter um papel muito importante na reconstrução e na prevenção da perda da massa óssea. Assim, a reposição hormonal pode ser realizada com hormônios similares aos naturais ou por fitoterapia.

Fonte: CREB


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Encarar a vida de forma positiva é o segredo da longevidade


O segredo para a longevidade está na maneira como você encara a vida. É o que diz um estudo do Instituto de Pesquisa de Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, Estados Unidos, a maioria dos centenários é extrovertida, otimista e despreocupada. Os dados são do jornal Daily Mail.

O levantamento analisou 243 pessoas com mais de 100 anos. “Eles consideravam o riso uma parte importante da vida e tinham uma grande rede social. Eles expressam abertamente as emoções em vez de guardá-las”, disse o pesquisador Nir Barzilai. “Algumas evidências indicam que a personalidade pode mudar entre as idades de 70 e 100, por isso não sabemos se os nossos centenários têm mantido seus traços de personalidade ao longo de toda a vida”, completou.

Além disso, a pesquisa também constatou que os detalhes positivos de personalidade podem, em parte, ser genéticos. É que a pesquisa envolveu judeus asquenazes da Europa Oriental, que são geneticamente parecidos, e os testes mostraram que tinham baixas pontuações de personalidade neurótica em comparação com uma amostra representativa da população em geral.


Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Andropausa atinge 40% dos homens com mais de 50 anos



Você sabe o que é a Andropausa? Assim como ocorre com as mulheres, os homens também passam por mudanças hormonais após certa idade. Os sintomas são mais sutis do que os da menopausa e atingem 40% da população masculina com mais de 50 anos.

Neste período, ocorre a diminuição dos níveis de testosterona, média de 1% ao ano. Os sintomas mais comuns são desinteresse sexual, problemas de ereção, falta de concentração e de memória, queda de pelos, insônia, perda de peso e algumas vezes depressão. Em casos extremos, a baixa da produção de testosterona pode provocar osteoporose.


Há pouco tempo, acreditava-se que era normal e fisiológico o homem tornar-se mais triste, apático, com perda do apetite sexual, massa muscular e o aparecimento de várias doenças com o passar dos anos. No entanto, há tratamentos hormonais que melhoram os sintomas da Andropausa. Ao ser medicado, o homem volta a ter força física e mental para enfrentar o dia a dia. Cuide-se!

Um abraço,
Equipe Cristiane Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Suécia é o melhor país para envelhecer e Brasil aparece na 31ª posição


Um estudo revelou que a Suécia é o melhor país para se envelhecer e o Afeganistão o pior. A análise, endossada pela ONU, mostrou ainda que o Brasil está na 31º posição, a melhor entre os emergentes do bloco BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), mas atrás de latino-americanos, como o Chile, 19º, e o Uruguai, em 23º.

Os dados demonstraram que muitos países estão despreparados para lidar com uma população cada vez mais idosa. Suécia, Noruega e Alemanha ocupam respectivamente as primeiras posições do ranking e, portanto, são os países melhores preparados para lidar com os desafios do processo de envelhecimento. Já os três piores lugares para se envelhecer são Tanzânia, Paquistão e Afeganistão.

A forma como os países cuidam de seus cidadãos idosos se tornará um tema cada vez mais importante, uma vez que o número de pessoas com mais de 60 deve aumentar dos atuais 809 milhões para mais de 2 bilhões em 2050, quando serão mais de um em cada cinco pessoas do planeta, destacou o informe.

A pesquisa revelou também que alguns países e regiões que estavam envelhecendo mais rápido já estavam se preparando para a mudança demográfica, como é o caso do Brasil. Diversas regiões estão investindo em ações que promovam a qualidade de vida e o envelhecimento saudável.

O Rio de Janeiro é um caso de sucesso nesta questão. Os projetos implementados pela Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, coordenados por Cristiane Brasil, tem em vista o avanço da expectativa de vida de forma saudável e ativa. As ATIs e as Casas de Convivência, por exemplo, promovem a socialização e estimulam a prática de exercícios, além de outras atividades visando o bem estar do idoso.

A diretora-executiva do HelpAge, grupo de defesa que compilou os dados, Silvia Stefanoni, disse que a falta de urgência no debate sobre o bem-estar dos mais velhos 'é um dos maiores obstáculos para responder as necessidades da população mundial em envelhecimento'.

Cientes desta necessidade, nós continuaremos dedicando nossos esforços para desenvolver um trabalho de qualidade tendo como objetivo a promoção do envelhecimento saudável. Esta é a missão da SESQV!

Fonte:G1

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Reeducação alimentar na terceira idade


Nunca é tarde para aprender a se alimentar corretamente. Em qualquer idade, a reeducação alimentar colabora para equilibrar o peso e proporcionar melhor qualidade de vida. Isso também acontece na terceira idade. Nesta fase da vida em que o organismo enfrenta várias alterações fisiológicas e de metabolismo, uma boa alimentação é fundamental para garantir a saúde.

De acordo com a professora Aline Tibúrcio, coordenadora da Clínica de Nutrição da Unopar e responsável pelo Projeto Nutrição para Idosos, problemas com sobrepeso, hipertensão arterial e diabetes são comuns a partir dos 60 anos de idade. “Possivelmente a pressão alta e a diabetes estão associadas ao excesso de peso que observamos na maioria dos pacientes que atendemos na clínica”, esclarece. Ela atribui esses problemas à vida sedentária, consumo de muita fritura e alimentos industrializados e maus hábitos alimentares: “Entre os pacientes que vivem sozinhos, a maioria não cozinha em casa. Muitos não têm costume de comer frutas e verduras com frequência e não fazem a quantidade de refeições diárias recomendáveis”, explica.

Entre os cuidados nutricionais principais na terceira idade, Aline recomenda evitar o consumo excessivo de sal e açúcar. “À medida que envelhecemos nossa sensibilidade para os sabores doce e salgado vai diminuindo. Isso faz com que as pessoas de mais idade aumentem, às vezes sem perceber, a quantidade de sal e açúcar na alimentação. A ingestão de remédios também produz alterações no paladar”, alerta. Segundo a professora, o sal está diretamente relacionado à pressão arterial e o açúcar, ao sobrepeso e diabetes.

Ela também ensina a evitar o consumo de gordura, principalmente frituras. Outra dica é ficar atento à hidratação: “Nós dizemos que os idosos são desidratados crônicos. Isso acontece porque eles não sentem sede e diminuem radicalmente o consumo de água, o que não pode acontecer”, ensina. Também existem medicamentos que alteram o paladar, tornando o sabor da água ruim. “Essa é uma queixa comum entre os idosos. Nestes casos, ensinamos a adicionar sabor à água, como folhas de hortelã, por exemplo”, exemplifica.

Fonte: Coisa de Velho

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Alteração na lei inclui atividade física como fator fundamental para a saúde


 O presidente em exercício Michel Temer sancionou uma alteração da lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, que inclui a atividade física como “fator determinante e condicionante da saúde” na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida já foi publicada no Diário Oficial da União.

  O caput do artigo 3º da lei fica agora redigido da seguinte forma: "Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais".

    Segundo o Ministério da Saúde, a prática de atividades física já é recomendada como fator de prevenção e tratamento de doenças e estava incluída entre as prioridades do SUS antes mesmo dessa alteração oficial.

   A preocupação com a qualidade de vida e a inclusão de atividades físicas na rotina deve ser constante desde a juventude. Desta forma, é possível garantir o bem estar no futuro. Mesmo quem já está com idade mais avançada pode e deve fazer exercícios. Pensando na necessidade dos idosos, surgiu a Academia da Terceira Idade no Rio de Janeiro, para que continuem ativos.


Pratique exercícios sempre! 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lei Maria da Penha não reduziu mortes de mulheres


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil” e apresentou dados alarmantes. De acordo com a análise, a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão.

O Ipea apresentou uma nova estimativa sobre mortes de mulheres em razão de violência doméstica com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. As taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei), diz o estudo.

Conforme o Ipea, houve apenas um “sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da lei”, mas depois a taxa voltou a crescer. O instituto estima que teriam ocorrido no país 5,82 óbitos para cada 100 mil mulheres entre 2009 e 2011. "Em média ocorrem 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia”, diz o estudo.

O feminicídio é o homicídio da mulher por um conflito de gênero, ou seja, por ser mulher. Os crimes são geralmente praticados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, em situações de abuso familiar, ameaças ou intimidação, violência sexual, “ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem”.

Perfil das vítimas
Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas, 31% delas estão na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde.

A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de 
mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo).
As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74).

Ao todo, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos.
Em outros 3% das mortes foram registrados maus-tratos, agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes, como abuso sexual, crueldade mental e tortura.


Fonte: G1

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Rock da terceira idade



Há algum tempo, se um jovem demonstrasse interesse em seguir a carreira musical, seria um desgosto para os pais. As famílias mais tradicionais consideravam essa escolha um erro e o caminho a ser seguido deveria ser um concurso público ou um emprego com carteira assinada, como médico, advogado ou engenheiro.

Hoje, muitos destes já estão na terceira idade e aqueles que resistiram a influencia dos pais fazem sucesso há um bom tempo. Em tempos de Rock in Rio, o grande festival de música nacional, podemos ver alguns exemplos de astros que estão na terceira idade (ou chegando lá) que ainda arrastam multidões para seus shows.

Entre os brasileiros, já podem pedir aposentadoria por idade, Ivan Lins, que tem 71 verões, e Moraes Moreira, 66 carnavais. Já Zé Ramalho, 63, e Pepeu Gomes, 61, já podem comprar ingresso de cinema e, inclusive, do festival de música pagando meia-entrada.

Entre as atrações internacionais, George Benson é a que tem história mais longa, 70 anos. Bruce Sprigsteen, uma das principais atrações do evento, tem 63 anos e vem arrebatando multidões com seu show, sem pensar em ‘pendurar a guitarra’. Neste ano, quatro dos seus shows estiveram entre as 20 maiores bilheterias dos Estados Unidos.

O festival traz ainda alguns músicos que já estão chegando perto da terceira idade: Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, tem 55 anos. Jon Bon Jovi e Frejat, ainda estão crocantes, mas já têm 51 anos.

Fora da lista de artistas que se participam do festival, também encontramos outros exemplos de astros na melhor idade que fazem muito sucesso. O ex-Beatle Paul McCartney, aos 71, arrecadou R$ 295 milhões (US$ 130 milhões) com apenas 30 shows ao longo dos últimos 12 meses. O valor equivale a 435 mil salários-mínimos. Hoje, Sir Paul McCartney é dono de uma fortuna de R$ 2,2 bilhões (680 milhões de libras esterlinas). Mesmo com tudo isso no banco, ele nem pensa em se aposentar e continua na estrada. Se fosse, por exemplo, funcionário público no Brasil, já teria sido aposentado compulsoriamente no ano passado.

Um dos mais fortes símbolos de que a idade está na cabeça de quem vê é Mick Jagger, 69, que forma o Rolling Stones com Keith Richards, 68; Charlie Watts, 71, e Ronnie Wood, 65. Com apenas dois shows feitos no Canadá, neste ano, eles arrecadaram cerca de R$ 25 milhões, empatando com Beyoncé, uma das cantoras pop mais quentes do momento.


Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Conheça as causas e tratamentos para a Rinite



Quando o ar está seco e a poeira voa livre por todos os cantos é sinal de que muita gente vai começar a sofrer com a rinite, uma inflamação das mucosas do nariz, que causa muito, mas muito mal estar em quem sofre com o problema.

Espirros, nariz escorrendo, congestão nasal... Assim é o dia a dia de quem tem rinite, uma inflamação que acontece nas mucosas do nariz.

A otorrinolaringologista Saramira Bohadana explica que existem vários tipos de rinite. A rinite inflamatória é aquela que pode ser produzida por vírus, como o que acontece no resfriado comum. A rinite alérgica é bastante comum, principalmente em cidades com muita poluição.

As rinites podem ter várias causas, como alergias, resfriados, uso indevido de medicamentos e até produtos químicos irritantes. Quando essas substâncias entram em contato com a mucosa nasal é desencadeada uma inflamação, o que dá inicio aos sintomas, que são muito parecidos em todos os tipos. Há espirros consecutivos, principalmente pela manhã, obstrução nasal, coriza, irritação e coceira no nariz e nos olhos, e até dores de cabeça.

Higiene ambiental

Medida importante para quem tem rinite é também a higiene ambiental. Diminuindo a presença de agentes que causam alergia nos lugares que você frequenta pode, em muitos casos, resolver o problema.
"Se você percebe que chegar em casa te faz espirrar, e que muitas vezes pode ser um tapete velho que você tem em casa, ou um carpete de muito tempo, ou cortinas, ou uma parede que está infiltrada", explica a especialista. "Alguns fatores nós conseguimos identificar, tratar e corrigir. E aí, muitas vezes, a pessoa fica bem", completa.

O quarto de dormir também precisa estar livre de agentes que causam alergia. Por isso evite cobertores e roupas de lã. Objetos que juntam poeira como bichos de pelúcia também não são recomendados. Mas se nada disso adiantar, o tratamento medicamentoso pode ser a solução. Saramira explica que hoje existem tratamentos muito eficazes, como os corticoides tópicos nasais. Por não ter absorção sistêmica, esse tipo de medicamento é bastante seguro, aliviando bastante o quadro de rinite.

Solução para rinite

Já quem sofre com muita secreção pode se beneficiar com uma receita muito simples de fazer. Dilua duas colheres de chá de sal e uma de bicarbonato de sódio em um litro de água. Depois é só aplicar algumas gotinhas no nariz. Não deixe de consultar seu médico para avaliar o seu caso.


Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Catarata e seus sintomas


A Catarata é uma doença causada pela opacificação do cristalino e surge com frequência na terceira idade. No entanto, muitos idosos ignoram os sintomas, aceitando a perda de uma parte da visão como consequência do processo de envelhecimento, em vez de procurar tratamento médico.

A catarata geralmente não causa dor, vermelhidão ou provoca lágrimas. Contudo, alterações de visão como a visão turva, visão dupla, sensação de filme sobre os olhos, entre outras, podem ser sinais da doença. A recomendação é que o paciente realize exames oftalmológicos regulares a partir dos 65 anos para monitorar o desenvolvimento da catarata e de outras doenças, como o glaucoma.

Quando diagnosticado, o paciente deve procurar tratamento e seguir as recomendações médicas. Caso contrário, também coloca em risco a sua própria integridade física por limitar a visão, correndo risco de provocar lesões causadas por quedas ou batidas em objetos, bem como danos psicológicos, como depressão e isolamento social. Além disso, as formas mais avançadas de catarata, deixadas sem tratamento, podem ser mais difíceis de serem reparadas.


A catarata é quase sempre tratável por meio de uma cirurgia, que pode ser extremamente necessária até para que o idoso realize atividades diárias mais simples. Quando completar as tarefas diárias torna-se um desafio, a cirurgia de catarata deve ser discutida com um oftalmologista. Idosos que desistem de executar tarefas normais, como ler, fazer exercícios físicos e dirigir o próprio carro devido aos sintomas de catarata devem saber que eles não precisam sofrer em silêncio, a cirurgia pode ajudar a recuperar a sua independência. 

Fonte: Coisa de Velho

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Expectativa de vida aumenta e o número de idosos deve triplicar em 2050



Os avanços da tecnologia, da medicina e os investimentos na qualidade de vida aumentaram progressivamente a expectativa de vida no mundo. Com o Brasil não foi diferente e a expectativa é que até 2050 o número de cidadãos na terceira idade triplique, chegando a quase 50 milhões de acordo com os dados do IBGE.

O cenário é bem diferente dos anos 40, por exemplo, quando a população brasileira vivia, em média, até os 42,7 anos. Já no ano 2000, a expectativa era de 70,4 anos. Quem nascer em 2013, deve, segundo o instituto, passar dos 72 anos de vida.

Por outro lado, há menos gente nascendo no Brasil. Na década de 1940, as mulheres entre 15 e 49 anos tinham, em média, 6,2 filhos. Na virada do milênio, essa média de natalidade já tinha baixado para 2,3 filhos por brasileira. Ou seja, com gente vivendo mais e menor número de bebês chegando, a questão do envelhecimento da população da Terra está em pauta.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), hoje, uma em cada nove pessoas tem mais de 60 anos. Nos próximos dez anos, esse contingente vai superar a marca de 1 bilhão. Em 2050, 2 bilhões de pessoas estarão na terceira idade.

Diante desta realidade, é muito importante se preparar para atender a essa parcela da  população, que combina forças e fraquezas relevantes. Investir em ações que estimulem a qualidade de vida é fundamental. Além disso, os serviços devem ser pensados com um novo formato, visando atender a esta demanda especial.


Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Entendendo o Lúpus



Você sabe o que é o Lúpus, suas consequências e sintomas? A doença é um dos temas abordados na novela das 20h, mas muitas pessoas não sabem o que o diagnóstico significa e como o mal interfere na vida do paciente. O Lúpus é uma doença autoimune rara provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente aquele que deveria defender o organismo das agressões externas causadas por vírus, bactérias ou outros agentes patológicos.

Quando apresenta a doença, o sistema de defesa do paciente ataca os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Em situações mais graves e raras (menos de 1% dos casos), o mal pode levar a alucinações e comportamentos psicóticos. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de sofrimento e melhoria se alternando constantemente. Os diferentes formatos do Lúpus podem gerar um diagnóstico inicial errado, retardando o tratamento.

Segundo especialistas, a doença aparece com maior frequência em mulheres, dos 15 aos 45 anos, e há a suspeita de que causas genéticas estejam relacionadas a incidência do mal. Mesmo sendo conhecido há muitos anos, a medicina ainda desconhece muitas informações ligadas ao Lúpus.

Quando diagnosticado, o paciente precisa passar por um tratamento cuidadoso, amparado por médicos especialistas. Aquelas pessoas tratadas adequadamente têm condições de levar uma vida normal. Já as que não se tratam, acabam tendo complicações sérias, às vezes, incompatíveis com a vida.

Um abraço,
Equipe Cristiane Brasil

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ONU debate sobre envelhecimento e mercado de trabalho


A Organização das Nações Unidas, a ONU, realizou uma reunião com foco no envelhecimento com o objetivo de combater a discriminação contra os idosos que ocorre, principalmente, no mercado de trabalho. 

Durante o encontro, foram sugeridas campanhas públicas para lidar com o problema.
Em entrevista à Rádio ONU, o diretor-adjunto do escritório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, em Nova York, Vinícius Pinheiro, falou sobre o problema.

“Em primeiro lugar, a questão da discriminação é fundamental. Não há sentido hoje, por exemplo, de se adotar medidas que serão discriminatórias ao emprego das pessoas de maior idade. É fundamental (a implementação de) políticas para melhorar a percepção em relação à políticas de discriminação no trabalho.”

O executivo disse ainda que entre as medidas propostas estão leis e campanhas de utilidade pública para proibir a discriminação contra os idosos em relação ao emprego.Pinheiro falou também sobre a importância do treinamento em todas as etapas da vida. Segundo ele, no mundo atual acabou a história de que as pessoas treinam ou se formam e começam a trabalhar. O diretor-adjunto disse que a formação deve acontecer durante todas as etapas da vida, inclusive nas mais avançadas.

Outros pontos citados por Pinheiro foram a flexibilização das condições de trabalho para os idosos e um sistema de previdência social adequado. Ele rebateu também a ideia de que a mudança da idade limite para a aposentadoria poderia tirar o emprego dos jovens.

“O fato de uma pessoa estar se aposentando mais tarde não quer dizer que ela esteja roubando uma vaga de uma pessoa que está entrando no mercado de trabalho. Porque, geralmente, uma vaga que se abre para uma pessoa que se aposenta, ela se abre já no topo da carreira profissional e uma pessoa que entra no mercado de trabalho, entra no começo.”, diz Vinícius.

Pinheiro disse ainda que a visão da aposentadoria tem que mudar. Por causa da tecnologia atual, pode-se aumentar a vida útil profissional da pessoa de uma forma que não se tinha no passado.

Ele falou que a OIT defende uma transição flexível e que a passagem para a inatividade seja tênue e suave. Segundo Pinheiro, deve ser feita uma adaptação das condições para que os idosos possam realizar novas tarefas.

Fonte: Coisa de Velho




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Amamentar faz toda diferença


O aleitamento materno é responsável por diversos benefícios para a saúde do bebê. Desde o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho até a melhora no sistema imunológico da criança do bebê, passando pela prevenção da anemia e de alergias. Além destes, há mais um excelente motivo para incentivar esse hábito: estudos mostram que as crianças amamentadas têm menor propensão para males cardiovasculares na vida adulta.

A novidade foi debatida durante o 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. De acordo com os dados apresentados, existem evidências de que o aleitamento reduz o risco de síndrome metabólica, obesidade, diabete e dislipidemia. Manter este hábito também oferece vitaminas, sais minerais, gorduras benéficas, proteínas e outros nutrientes, o leite materno contém substâncias como a leptina e a adiponectina, uma dupla de hormônios que regula a fome. Ou seja: o alimento promove a saciedade e o organismo aprende, desde muito cedo, a controlar o apetite. O mecanismo ajuda a entender a tendência de a criança que mama crescer com um peso saudável e manter-se assim, o que só traz ganhos para o coração.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação é oferecer o peito até pelo menos o sexto mês de vida. Nesse período não há necessidade de fornecer sequer água porque o leite materno já hidrata.

Por isso nós incentivamos: amamente seu filho! O leite materno é a maior fonte de nutrientes para as crianças. Amamentar também é cuidar, é um gesto de amor.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Eles estão conectados

A tecnologia já percorreu um longo caminho através do tempo de vida dos idosos. Eles testemunharam tudo, desde o pouso do homem na lua, aos avanços da medicina e da ascensão de uma sociedade dependente da Internet.
Idosos também são testemunhas da maneira como a tecnologia está mudando a cara do envelhecimento. São homens e mulheres acima dos 65 anos que decidiram abrir seus leques de oportunidades e decolar no mundo virtual. São vovôs e vovós que estão nas redes sociais, trocam e-mails, mensagens, rodam o mundo com um só clique e se comunicam com o universo por meio das novas tecnologias.
Em relação ao uso da internet, as pesquisas apontam crescimento no número de usuários seniores nos últimos anos. Em 2012, de acordo com o Ibope, havia em todo o país 94 milhões de brasileiros internautas. Em janeiro de 2013, os idosos representaram 1,95% desse total, o que revela uma alta de 8,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Quando comparado com 2011, esse aumento é ainda maior: 39,3%.
Para uma geração que uma carta podia levar meses entre ser escrita e ser recebida, que se acostumou a conversar por telefone fixo e conhece bem a ansiedade por um telegrama, o computador e suas possibilidades assustam. Mas, quem foi que disse que essa turma não quer se arriscar? Certos de que o melhor desta fase da vida é o tempo livre e a vantagem de não ter pressa, os novos internautas não têm medo de fuçar, errar e fuçar de novo. E assim foram pescados pela rede e suas janelas. Para eles, o que era desafio se tornou companhia, entretenimento, juventude, saúde e, acima de tudo, uma forma de se aproximar das gerações que já nasceram com essas possibilidades a um toque das mãos.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Autismo e o seus sinais



O autismo é uma síndrome comportamental que causa comprometimentos no relacionamento e interação do indivíduo com outras pessoas, dificuldades na linguagem e comportamentos restritos e repetitivos. Estima-se que o Brasil reúna cerca de 2 milhões de autistas, 80% deles sem diagnóstico
É fundamental que pessoas que trabalham e convivem com crianças saibam identificar sinais ou sintomas típicos de autismo em bebês ou crianças pequenas. Cerca de 60% das crianças com autismo apresentam sinais da doença ao nascer. Especialistas apostam que os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, buscar ajuda especializada quanto antes.
Pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, descobriram que a chave para esse flagra precoce está na comunicação não verbal. A equipe do professor de psicologia Daniel Messinger comparou crianças sem histórico familiar do problema com irmãos caçulas de autistas, que teriam um risco maior de herdá-lo. Foi observado o modo como o bebê olha para objetos, o jeito como ele pede o que deseja e como reage quando lhe apontam para alguma direção. Pequenos com falhas gestuais nos primeiros meses de vida apresentaram sinais mais evidentes de autismo após os 2 anos e meio de idade.
Uma vez identificado que o processo de desenvolvimento está alterado, a criança deve ser examinada por um especialista (pediatra, psiquiatra infantil, neurologista infantil) para que o diagnóstico seja feito e os tratamentos reconhecidamente eficazes sejam instituídos.
Com um bom acompanhamento, o autista pode ficar menos limitado e até frequentar a escola regular com alguém servindo de apoio. Mas tudo depende do grau da deficiência. Por isso, a observação é fundamental para captar detalhes valiosos que ajudam a família a se inserir no mundo dos autistas.
O diagnóstico precoce e a implantação correta dos tratamentos resultarão em significativa melhoria no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança e de seus familiares.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Nonagenários de hoje têm a mente mais saudável



Hoje, as pessoas não só têm uma longevidade maior do que no passado, mas também chegam a idades avançadas com a mente mais ‘em forma’ em comparação com as gerações anteriores.  É o que diz um novo estudo dinamarquês que comparou as habilidades cognitivas entre nonagenários nascidos em décadas diferentes. As conclusões do trabalho mostraram que os idosos que nasceram mais recentemente alcançam os 95 anos de idade com uma cognição mais saudável do que aqueles que nasceram dez anos antes quando tinham a mesma faixa-etária. Os resultados da pesquisa foram publicados nesta quinta-feira na conceituada revista médica The Lancet.

O novo estudo, feito no Centro de Pesquisa Dinamarquês sobre Envelhecimento, que faz parte do Instituto Nacional de Saúde do país, estudou dois grupos de pessoas. O primeiro era formado por 2.262 indivíduos nascidos em 1905, que foram avaliados em 1998, quando completaram 93 anos de idade. O segundo grupo era formado por 1.598 pessoas que nasceram em 1915 e que foram avaliadas em 2010, ao completarem 95 anos. A avaliação dos participantes foi feita por meio de testes de habilidades cognitivas – ou seja, de memória, raciocínio, percepção, imaginação e linguagem – e de desempenho em atividades cotidianas, como caminhar, sair da cama e subir escadas.

Saúde física e mental — Embora o estudo tenha avaliado as pessoas do segundo grupo quando elas eram dois anos mais velhas do que as outras, a pontuação delas nos testes cognitivos foi maior do que a do outro grupo. Segundo o estudo, os participantes nascidos em 1915 foram duas vezes mais propensos a atingir a pontuação máxima nessas avaliações do que aqueles que nasceram uma década antes. Eles também apresentaram um melhor desempenho nas atividades cotidianas. A pesquisa ainda mostrou que os participantes nascidos dez anos depois tiveram uma chance 32% maior de chegar aos 95 anos de idade.


Os autores do estudo explicam que a longevidade pode seguir por dois caminhos diferentes: as pessoas podem viver por mais tempo porque são mais saudáveis, ou então alcançar uma idade avançada acumulando mais doenças ou deficiências, mas sobrevivendo com a ajuda de intervenções médicas. Para os pesquisadores, a diferença da saúde mental entre as gerações pode ser explicada pela combinação das melhorias nas condições de vida, o que inclui um maior estímulo intelectual ao longo da vida.

Fonte: Veja

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Convenção municipal e estadual do PTB Mulher/RJ é neste sábado



Neste sábado, 13, a partir das 9h, na sede do PTB/RJ, no Centro do Rio de Janeiro, será realizada a convenção estadual e municipal do PTB Mulher/RJ. Na ocasião tomarão posse Itamárcia Marçal e Cristina Costa, sendo a primeira a Presidente Estadual e, a segunda, a Presidente Municipal do PTB Mulher/RJ.

O evento contará com a presença de autoridades como a Presidente Nacional do PTB Mulher, Cristiane Brasil e do Presidente Estadual do PTB/RJ, Marcus Vinícius (Neskau).

 “Estamos ampliando as bases do nosso movimento feminino, graças ao trabalho sério e comprometido com a qualidade de vida das mulheres. A chegada de novas trabalhistas, e as mudanças na direção demonstram a nossa maturidade, após grande investimento intelectual nas nossas lideranças. Nossas mulheres continuarão avançando, mudando com o Brasil, com o PTB”, afirma Cristiane Brasil.

A futura presidente estadual, Itamárcia, ressalva que é preciso que cada vez mais as mulheres participem da polítia partidária. "Unidas nós temos força para realizarmos as ações necessárias e emergenciais em busca dos nosos direitos."

Para finalizar, Cristina Costa, futura presidente municipal diz estar preparada e com muta garra para assumir o mandato. "Tenho certeza que as cariocas ficarão orgulhosas e se juntarão ao nosso PTB Mulher. Nós faremos a diferença!"


Neste clima de renovação todos os filiados do PTB estão convidados para votar e participar do evento.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alzheimer: A estimulação cerebral profunda 'reverte' a doença


Uma técnica que estimula os tecidos cerebrais com impulsos elétricos pode atenuar a perda cognitiva causada pelo Alzheimer. A equipe coordenada pelo neurocientista Andres Lozano, do Hospital Western Toronto, no Canadá, verificou a diminuição de glicose no lobo temporal e cíngulo posterior, em seis pessoas com a doença, submetidas à estimulação cerebral.

Os resultados foram publicados no Annals of Neurology. A doença de Alzheimer provoca progressiva deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio. Nos portadores, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas.

Segundo Lozanno, a diminuição do hipocampo e cíngulo superior especificamente pode estar associada a menores quantidades de glicose nestas regiões. E para tentar reverter esse quadro foi utilizada a técnica da estimulação cerebral profunda (do inglês, deep brain stimulation) que consiste em enviar impulsos elétricos ao cérebro através de eletrodos implantados na região craniana. Os condutores foram colocados próximos ao fórnix – um feixe de neurônios que envia e recebe sinais do hipocampo – nos seis pacientes diagnosticados com Alzheimer pelo menos 12 meses antes.

Testes realizados um ano depois, mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipe vai agora iniciar um novo teste que envolve 50 pessoas.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Câncer deve causar estragos na América Latina nas próximas décadas




Um estudo recente realizado por oncologistas da América Latina concluiu que o câncer deve causar estrago na região nas próximas décadas. De acordo com a análise, serão 1,7 milhão de novos casos do mal até 2030 (500 mil só no Brasil) e mais de um milhão de mortes anualmente.

O relatório foi publicado no periódico Lancet Oncology no fim de abril e traçou um amplo panorama dos problemas de diagnóstico e controle da doença na região. A maior preocupação não é tanto a incidência de câncer na população, considerada baixa em relação aos Estados Unidos (163 por 100 mil habitantes, enquanto a média americana é de 300/100 mil), mas a mortalidade latino-americana, que é 60% maior.

A principal causa é o baixo investimento em pesquisa, bem como em prevenção. O levantamento descobriu que se os americanos gastam 460 dólares por ano a cada novo paciente de câncer, os japoneses 243 dólares e o Reino Unido, 162, a América Latina gasta apenas 8, dado alarmante.

Além disso, outra informação sobre investimento também mostra a disparidade: a porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país da região gasta com assistência médica varia muito, de 10,9% na Costa Rica para 5% na Jamaica, Bolívia, Peru e Venezuela.

E não para por aí: o diagnóstico tardio também é um problema que contribui para a alta mortalidade. Segundo o estudo, apenas 20% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em estágio inicial no Brasil e 10% no México, contra 60% nos EUA.

No entanto, a análise também aponta soluções, citando casos como os de México e Peru, que estão tentando melhorar seus índices por meio de programas e reformas no sistema público de saúde. Os mexicanos, por exemplo, criaram um seguro saúde estatal que cobre a população que não tem acesso a planos privados. Nele, há tratamento para os cânceres de adultos mais comuns e todos os infantis, e já alcançam 52,6 milhões de pessoas.

No Peru, onde 55% dos casos de câncer são de estágios avançados recém-diagnosticados, um plano foi criado no ano passado para prevenir e diagnosticar precocemente o mal em 12 milhões de pessoas em estado absoluto de pobreza.

Além disso, há outra frente pouco explorada na América Latina: os testes clínicos. A região tem 2.460 estudos no momento, um número que pode parecer alto a primeira vista, mas só significa 6% de todos os protocolos de pesquisa científica no mundo.

O número de centros clínicos latino-americanos por milhão de habitantes não chega a 2, enquanto a taxa dos Estados Unidos é de 82 e da Europa Ocidental, 11. O Lacog (sigla em inglês para Grupo Cooperativo de Oncologia da América Latina), que reúne dezenas de pesquisadores e centros clínicos de 12 países, recebe 7.000 novos pacientes por mês, mas é possível fazer ainda mais. Para os médicos, mais estudos clínicos podem fazer com que mais pessoas recebam tratamento de ponta a custo baixo ou zero.

Fonte: IG