
Aos poucos, o poder público vem despertando para a necessidade de implementar ações adequadas à população idosa das cidades. Na área da habitação popular, por exemplo, Rio de Janeiro e São Paulo desenvolvem projetos de conjuntos residenciais especialmente projetados à parcela carente da população da terceira idade.
O programa "Vila dos Idosos" (foto), de São Paulo, foi até premiado em concurso de melhores experiências em gestão e infraestrutura da Caixa Econômica Federal, pela criatividade e ineditismo arquitetônico do projeto, que conseguiu harmonizar mobiliário urbano com convívio social dos moradores idosos. Além da mobilidade proporcionada por rampas e espaços amplos, assistentes sociais acompanham o dia a dia dos moradores.
Aqui no Estado do Rio, as cidades de Volta Redonda e Conceição de Macabu foram as escolhidas pelo governo do estado para implementarem as “Vilas da Melhor Idade”, projeto de conjuntos residenciais totalmente adaptados a idosos carentes, onde, além de moradia digna, os moradores terão serviços de saúde e integração social. Embora sejam projetos-piloto, beneficiando ainda um pequeno número de idosos, o importante a destacar é a mudança de postura do poder público para com a população idosa, que é a que mais tem crescido nas últimas décadas. Afinal, a expectativa é de que no ano de 2025, mais de 15% da população brasileira tenham mais de 60 anos.
Acho que, cada vez mais, a sociedade tem pressionado as autoridades a desenvolverem políticas de acordo com suas reais necessidades. E, em todas as áreas, não só da habitação, bem como da saúde, educação, transporte etc. também deverão se adequar à terceira idade, que a cada dia, ganha mais qualidade de vida.
E é justamente na qualidade de vida que as políticas públicas devem ser direcionadas. Não apenas à Terceira Idade, mas também e principalmente aos mais e menos jovens, no sentido de prepará-los para um longevidade saudável, ativa e participativa. É este conceito que procuro difundir aqui no Rio de Janeiro.