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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O mundo virtual na terceira idade



Bom dia, gente.

Quem não gosta de uma rede social? Eu mesma fico online quase 24 horas por dia para estar sempre em contato com vocês através do Facebook, Twitter e Instagram. Vivemos em uma época onde todos nós estamos conectados e não há mais restrição para idade. Muitos dos nossos queridos idosos já estão familiarizados com esse ambiente virtual e trazem na ponta da língua as quatro palavrinhas mais comuns usadas nesses veículos, que são: curtir, compartilhar, adicionar e publicar.

Compartilhar fotos, vídeos ou postagens, trocar mensagens com amigos, ficar informado sobre os principais assuntos do dia e acompanhar as novidades das lojas prediletas são algumas das facilidades oferecidas por esses recursos, além de propiciar proximidade de contato com pessoas que amamos, mas moram longe.

Por conta desses fatores, o entretenimento oferecido pela internet se mostrou um grande aliado para a saúde. Segundo um estudo realizado em 2012 e publicado no periódico PLoS One, homens mais velhos que têm o hábito de usar o computador são menos suscetíveis ao desenvolvimento do Mal de Alzheimer. A explicação é a seguinte: a ferramenta aciona o circuito cerebral, preservando ou aumentando a capacidade de raciocínio e também auxilia no resgate de habilidades adormecidas.

Mas não se esqueçam de conciliar o uso da internet com a prática de atividade física. Sedentarismo causa uma série de doenças. Por isso, o equilíbrio é sempre bem-vindo.

Beijos!


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aposentados levam propostas para melhorar benefícios

Por Edna Simão

BRASÍLIA - Às vésperas de ser conhecido o novo presidente do País, os aposentados e pensionistas do INSS apresentaram ao governo federal uma série de propostas para melhorar o valor dos benefícios previdenciários a partir do próximo ano. Foi sugerido até a criação de uma secretaria interministerial de Assuntos Relacionados ao Idoso, Aposentados e Pensionistas.

Durante o encontro com as entidades que representam os aposentados e pensionistas, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, apenas ouviu as reivindicações e tentou não se comprometer com nenhum pedido. "O compromisso do governo é manter o diálogo. Essa reunião não é uma demonstração de que decisões estão sendo tomadas", afirmou Gabas.

Segundo o ministro, as centrais vão unificar a pauta de reivindicações e até o dia 31 de dezembro o governo vai dizer o que é ou não possível fazer. Na reunião com os representantes dos aposentados ficou claro que ainda há divergência entre eles, principalmente, no que diz respeito à correção dos benefícios.

A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) pede o mesmo porcentual de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados e pensionistas. O Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical quer que seja criada uma política de recuperação do poder de compra dos benefícios dos que recebem mais que um salário mínimo. Nas últimas negociações, o governo tem se mostrado contra as duas ideias.

Consenso

Na avaliação do presidente do sindicato, João Batista Inocentini, conceder um aumento igual ao do salário mínimo pode prejudicar as negociações dos trabalhadores da ativa. "Essa é uma das divergências. Mas vamos nos reunir na próxima semana para tentarmos chegar a um consenso", destacou Inocentini.

O sindicato ligado à Força Sindical propõe ainda a criação de um Índice Nacional de Preços para aposentados e pensionistas e isenção de Imposto de Renda. Os representantes dos aposentados concordam, no entanto, com a extinção do fator previdenciário, criado em 1999 com o objetivo de desestimular as aposentadorias precoces.

A estratégia adotada pelos aposentados é parecida com os dos trabalhadores da ativa, que recentemente tiveram um encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi com o objetivo de antecipar o debate em torno do salário mínimo. O objetivo é barganhar mais reajuste devido à corrida eleitoral.

Fonte: O Estado de São Paulo http://economia.estadao.com.br/noticias/not_41132.htm

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terceira idade chega ao pleno emprego

Taxa de desocupados na faixa etária acima de 50 anos ficou em 2,2% em setembro

Por Lilian Primi

SÃO PAULO - Os bons ventos que agitam o mercado de trabalho sopraram para longe o estigma do desemprego, que historicamente acompanha trabalhadores com idade acima de 50 anos. A taxa de desocupação nessa faixa de idade ficou em 2,2% em setembro, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que indica o confortável cenário de pleno emprego.

A definição de pleno emprego pode variar de um país para outro, mas a Organização Mundial do Trabalho (OIT) considera que ela se estabelece quando as taxas de desocupados ficam abaixo de 3%, índice registrado nos países desenvolvidos no pós-guerra. Por esse critério, o mercado de trabalho para a terceira idade experimenta tal status desde setembro de 2009.

"Significa que os 2,2% de trabalhadores sem ocupação estão em transição entre um emprego e outro", diz o diretor adjunto do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade de Campinas (Unicamp), Anselmo Santos. A pedido do Estado, o Cesit investigou em quais ocupações essa população cresceu mais, utilizando a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), e como está o saldo entre demitidos e contratados, também por ocupação, nos dados reunidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

As duas pesquisas trazem informações a respeito do trabalho formal: o Caged informa o movimento ocorrido a cada mês e a Rais, o estoque anual de empregados .

"O resultado é interessante: o estoque (número) de trabalhadores com 50 anos ou mais aumentou em quase 400 mil postos entre 2008 e 2009, mas o saldo, indicado pelo Caged, é negativo em mais de 53 mil postos. É a única faixa em que isso ocorre", diz.

O pesquisador explica que esse resultado é reflexo do envelhecimento da população. "A terceira idade passou a ter peso maior na estrutura do mercado de trabalho e isso aumenta o impacto dos que passaram de 49 anos para 50 anos entre os dois anos." Além disso, a falta de profissionais capacitados faz com que as pessoas permaneçam empregadas por mais tempo.

O saldo geral do Caged mostra que o emprego formal cresceu em 2,27 milhões de vagas em todo o País de janeiro até setembro.

Ocupações. O ranking das ocupações que mais empregaram a terceira idade neste ano tem dirigentes públicos em primeiro lugar (66.347), seguido por professores do ensino fundamental (66.315) e construção civil (36.411). O setor da construção, aliás, é um dos que apresentam saldo positivo para essa faixa da população (de mais de 21 mil postos). Ou seja, houve abertura de vagas para pessoas com mais de 50 anos.

Já entre os professores do ensino fundamental, as demissões superam as contratações em 1.537 vagas. "Isso nada tem a ver com piora do emprego. Dos 53.482 trabalhadores com 50 anos ou mais demitidos em todas as ocupações, 26.487 se desligaram por aposentadoria ou morte. Não ficaram desempregados", explica Santos. Além da construção, foram abertas novas vagas para a terceira idade entre motoristas e nos setores de alimentação e de serviços domésticos. Os estados do Piauí, Roraima e Ceará também abriram novas vagas para quem tem 50 anos ou mais.

Os novos postos para essa faixa etária surgem na esteira do crescimento econômico e, tanto o setor em que elas são abertas, quanto a região do País em que acontece, reflete isso. "O trabalho na construção bate recordes e o Nordeste experimenta um forte crescimento econômico. Isso favorece o emprego em todas as faixas de idade", diz Santos.

A grande variação no setor público se dá porque, segundo o pesquisador, existe mais estabilidade nesse setor. "A tendência é que o número de trabalhadores acima de 50 anos continue crescendo nos próximos anos."

Fonte: O Estado de São Paulo http://economia.estadao.com.br/noticias/not_40413.htm

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Inflação para terceira idade é menor que a geral no 3º trimestre

A inflação de produtos consumidos e voltados para os idosos se manteve perto da estabilidade no terceiro trimestre, ainda inferior ao índice inflacionário geral. Segundo estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) variou 0,05% neste trimestre, segue abaixo do indicador geral brasileiro (IPC-BR), que foi de 0,17%.

No acumulado de 12 meses, o IPC-3i, que considera como terceira idade os indivíduos com mais de 60 anos, está em 4,25%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Brasileiro (IPC-BR) marca 4,36%. A variação do IPC-3i neste trimestre é 0,87 ponto percentual menor que a do trimestre imediatamente anterior.

Na divisão por setores, o grupo de Transportes (-0,62% para 0,33%) registrou alta, motivado pelo aumento no preço do álcool. Para compensar, Alimentação (0,01% para -1,27%), Habitação (1,38% para 0,85%), Vestuário (3,58% para -0,87%), Despesas Diversas (1,12% para 0,33%), Saúde e Cuidados Pessoais (2,12% para 1,05%) e Educação, Leitura e Recreação (0,74% para 0,05%) tiveram baixa, mantendo o IPC-3i estável.
Fonte: Jornal O Dia

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia do Idoso

Aos poucos, a sociedade brasileira vai se dando conta de que não é tão jovem quanto era na década passada. Já existem mais adultos e idosos do que crianças, o que obriga tanto o Poder Público, quanto a própria sociedade, a se adequarem a esta nova realidade.

Porém, apesar dos avanços, principalmente no processo de conscientização e legislação, e das ações do Poder Público nas áreas de assistência e saúde, ainda há muito no que avançar no respeito e na reverência, dos quais os idosos são merecedores. Na verdade, o idoso ainda é maltratado em casa, na rua, no banco, nos ônibus, nos hospitais, nas delegacias... Enfim, a discriminação pela idade ainda é uma mancha negra que, hipocritamente, a sociedade tenta esconder, camuflando-a sob a propaganda midiática e enganosa, que nos vende a ilusão da juventude eterna.

É preciso recuperar o respeito verdadeiro ao idoso, pois este é o futuro de todos nós, que almejamos viver mais e melhor. E uma frase, dita por uma das minhas queridas amigas, que tem oitenta e poucos anos, reflete muito bem esta expectativa: ‘quem não envelhece, morre cedo’. Meio trágico, mas real.
Portanto, viva, procurando, sempre, aproveitar ao máximo os prazeres contidos em cada uma das fases de nossa existência.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mais idosos e menos crianças

Dados preliminares do Censo do IBGE mostram maior participação de pessoas com idade acima de 65 anos e queda no número de habitantes de até 14 anos, resultado da ampliação da longevidade e da baixa da quantidade de nascimentos


POR MICHEL ALECRIM

Rio - Com 80% da população do País recenseada, pode-se já notar um perfil mais idoso dos brasileiros. Por outro lado, o Censo do IBGE mostra redução no número de nascimentos, estreitando a base da pirâmide etária nacional. O levantamento entra na reta final contando com a colaboração da população até 31 de outubro para que o retrato feito do Brasil seja o mais fiel possível.
Segundo o IBGE, caiu de 9,64% para 7,17% a participação das crianças de até 4 anos na população brasileira. Isso é resultado do menor número de filhos por mulher. Já a maior longevidade provoca outro fenômeno: o do aumento da população idosa. Enquanto em 2000 as pessoas com mais de 65 anos eram 5,85% dos brasileiros, até o momento esse percentual está em 7,66%.
Para o presidente do instituto, Eduardo Pereira Nunes, ambas as tendências acabam resultando numa diminuição no número de moradores por domicílio. Há dez anos cada teto abrigava 3,79 pessoas e atualmente esse número é de 3,34.
“Há informações claras de mudança do padrão demográfico da população brasileira. Estamos percebendo uma acentuada redução da taxa de fecundidade. É algo bastante expressivo e característico do Brasil. Está ocorrendo de forma generalizada tanto na área urbana quanto na rural”, afirma Nunes.
O Estado do Rio é um dos que têm a população mais idosa e consequentemente com famílias mais reduzidas. Em média por domicílio há 3,06 moradores, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul (2,99). Já foram recenseados 80% da população fluminense, totalizando até ontem 12.753.304 habitantes. No País, já foram contados 153.622.840 pessoas.
Apesar do envelhecimento da população, o Brasil continua sendo um País jovem, já que 50,77% têm menos de 30 anos, e em crescimento.
Fonte: Jornal O Dia

domingo, 12 de setembro de 2010

Negócios voltados para a terceira idade ganham força no mercado

RIO - No embalo do aumento da expectativa de vida do brasileiro, negócios voltados para pessoas com mais de 60 anos ganham força no mercado. Academias, spas, cursos de formação para cuidadores e atendimento médico domiciliar são algumas das possibilidades de serviços que tem como foco a melhoria da saúde e da qualidade de vida da terceira idade, como mostra reportagem de Paula Dias publicada neste domingo.

De olho nos passos desse novo público consumidor, o Harmonya Spa, que existe há seis anos no Centro Empresarial BarraShopping, abriu em novembro do ano passado o Harmonya Senior. Além de atividades de lazer, o espaço em Vargem Pequena conta com serviços de reabilitação cognitiva, fisioterapia, reeducação alimentar e terapia psicogeriátrica, conduzidos por uma equipe interdisciplinar que desenvolve programas personalizados.

- As atividades beneficiam quem é independente e estimulam os que já têm algum grau de comprometimento físico ou mental a recuperar a sua capacidade de realizar tarefas diárias - diz Daniel Chaves, diretor médico do spa.

Para acompanhar o nível cada vez maior de exigência desse público, a empresária Ana Camila Bottecchia criou, também no ano passado, a Kanguruh Terceira Idade (K3i), que investe em qualificação para cuidadores de idosos. A proposta tem dado tão certo que a empresa já cresceu, em três meses, o que era esperado em um ano.

- É preciso ser uma pessoa pró-ativa, consciente e flexível para lidar com todo tipo de situação. Por isso é tão difícil encontrar profissionais qualificados nessa área e que ainda desenvolvam um vínculo afetivo com o idoso - diz Ana Camila, acrescentando que a empresa ainda promove o encaminhamento de cuidadores através de um banco de currículos.

Especializada em atendimento médico domiciliar, a Pronep quer preencher essa lacuna investindo em capacitação. Além de cursos a distância, a empresa também está montando um programa de treinamento para técnicos e auxiliares de enfermagem através de simuladores robóticos, em parceria com a Berkeley, empresa de inteligência em saúde.

- Uma das competências mais importantes para quem trabalha na área é a comunicação com foco no idoso. É preciso ter uma linguagem específica e capacidade de ouvir, além de entender a fisiologia do envelhecimento e propor ações de prevenção de doenças - diz o doutor Josier Vilar, diretor da Pronep, que vem crescendo mais de 20% ao ano desde 2005.
FONTE: O Globo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Empresas adaptam produtos para terceira idade

CVC, Tecnisa e Maturi querem conquistar os brasileiros que vivem mais e com qualidade de vida
Os brasileiros estão vivendo mais e impondo novos desafios às empresas que precisam se adaptar a essa realidade. Em 2008, a média de vida no Brasil era de 72,8 anos. Em 2020 deve chegar a 76,1, e, em 2050, a 81,3, segundo dados do IBGE. Apartamentos alterados, celulares e cosméticos voltados para o público sênior mostram que este segmento começa a entrar na estratégia das companhias.

Os consumidores mais velhos também estão com mais dinheiro. A faixa etária representa 43% da classe de renda mais alta (acima de dez salários mínimos) e indica que a tendência é que o país envelheça melhor. Em 2005, apenas 17% dos brasileiros tinham mais de 50 anos e a expectativa é que o número chegue a 29% até 2025.“O Brasil está prestes a passar pelo que chamamos de bônus demográfico, quando a massa de população economicamente ativa é maior do que a de crianças e idosos. Até 2035, cada vez mais crescerá o número de idosos, enquanto a taxa de fecundidade continuará caindo. É importante que as empresas estejam atentas para atender esse consumidor”, aponta Paulo Carramenha (foto), Diretor Presidente da GFK CR Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Imóveis com características especiais
A Tecnisa percebeu a oportunidade de investir em produtos focados nesse consumidor. Desde 2008, a construtora vem estudando as necessidades dessas pessoas e apresenta agora o seu primeiro empreendimento com características que atendem à chamada “melhor idade”.
“Há dois anos lançamos um empreendimento e vimos que 15% dos compradores estavam na faixa etária acima de 55 anos. Como não tínhamos grandes preocupações voltadas para este público, contratamos uma empresa de gerontologia com profissionais que fizeram um relatório com erros e acertos”, explica Patrícia Valadares, Gerente de Projetos da Tecnisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apesar de não ser específico para a terceira idade, o Bossa Nova, localizado em Santos, litoral paulista, é resultado de um trabalho de pesquisa que identificou pequenos detalhes que poderiam fazer a diferença na vida destes moradores. As áreas comuns lembram a de qualquer outro empreendimento, mas sofreram mudanças que garantem mais qualidade de vida, segurança e conforto.
Projeto baseado na inclusão
O trabalho envolveu desde o mobiliário até a escada da piscina, passando pelo piso e pela decoração do salão de festa, que não contam apenas com a imagem de crianças e jovens, mas trazem também a de idosos. Todo o processo foi baseado na inclusão.
“Percebemos a nova formatação social e que a terceira idade é um nicho de mercado. Essas pessoas estão consumindo com qualidade. Compram imóveis porque casaram de novo, ou porque os filhos saíram de casa e querem um apartamento menor”, ressalta Patrícia.

O interior dos apartamentos também não foi alterado, mas, para aqueles que quiserem adaptá-lo, a Tecnisa oferece a consultoria de profissionais e o trabalho de reforma a preço de custo. Lançado há menos de um mês, o Bossa Nova já está 40% vendido, totalizando 79 unidades. Em 2011, a construtora espera lançar o Araribá, segundo projeto com características para a terceira idade.

Pensando na inclusão dos idosos, a ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações, também vislumbrou uma oportunidade. A empresa lança no Rio de Janeiro o seu primeiro celular desenvolvido para a terceira idade, o S302. Disponível nas lojas da rede VIP, com preço sugerido de R$ 169,00, o aparelho tem teclas grandes e bem iluminadas, além de funções simplificadas com fácil acesso ao rádio FM, bateria com duração de até dez dias e lanterna LED.
Beleza na terceira idade
Outro diferencial do S302 é a tecla SOS. O botão foi acoplado na parte de trás do telefone para ser utilizado em caso de emergência. Quando o usuário aperta a tecla durante três segundos, o aparelho liga automaticamente para até quatro números pré-cadastrados, um por um, até que um deles atenda. Quando um dos números atende, o viva-voz começa a funcionar automaticamente e a função também envia uma mensagem de texto para todos os quatro números pré-definidos.

“O modelo não é específico para o Brasil, mas desenvolvido para o mercado mundial, com foco em regiões onde a população está envelhecendo, como a Europa. Aqui também observamos uma oportunidade para este mercado e, em breve, o produto estará disponível em São Paulo”, explica Bernardo Weisz, Diretor de Terminais da ZTE no Brasil, em entrevista ao portal.

A Maturi não só enxergou o potencial da terceira idade, como foi além. A marca de cosméticos nasceu para atender as necessidades e os desejos destes consumidores. “Nossos produtos focam pessoas com pele madura, o que começa a ser observado aos 40 anos. Não propomos rejuvenescimento, mas oferecemos soluções para quem busca qualidade e saúde para a pele e os cabelos”, aponta Flávio Rijo, Diretor Geral da Maturi, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Maturi quer expandir marca
A linha com sete itens, entre shampoo, condicionador e hidratante, foi lançada em outubro do ano passado e está presente em 150 pontos-de-venda de São Paulo e do Rio de Janeiro, além da loja virtual que entrega em todo o Brasil. Agora, a Maturi chega ao Rio Grande do Sul e já pensa em expansão de marca, com o lançamento de produtos de vestuário e alimentação funcional para o ano que vem.

Até o fim de 2011 serão lançados outros 10 produtos da linha de cosméticos, cinco no primeiro semestre e outros cinco no segundo. A estratégia de Marketing da Maturi contempla principalmente a informação e o esclarecimento sobre os benefícios da marca. Para isso, a empresa conta com promotoras treinadas no ponto-de-venda e se preocupa em não isolar os produtos, que ficam sempre juntos dos demais nas gôndolas.
“Não queremos segregar e rotular a marca. Buscamos credibilidade e confiança. Não nos preocupamos apenas com o conteúdo, mas também com a usabilidade dos produtos. A embalagem tem uma pegada mais fácil, mesmo molhada não escorrega, e traz somente as informações essenciais, com fontes maiores para facilitar a leitura”, ressalta Rijo.
Renda deve chegar a R$ 25 bi até 2020
A expansão deste mercado é favorável ainda para empresas que não atendem apenas os consumidores seniores. Hoje, a CVC conta com 750 mil clientes com mais de 50 anos. A expectativa é que em 2011 esse número chegue a 1,4 milhão. Somente em 2009, a operadora embarcou mais de 91 mil passageiros acima dos 60 anos, em viagens nacionais e internacionais, respondendo por aproximadamente 20% das vendas totais.
Uma das opções preferidas da terceira idade são os cruzeiros marítimos, que correspondem a 60% dos pacotes comercializados para estes consumidores. De acordo com a operadora, o estilo de comportamento faz com que os clientes mais velhos sejam bons planejadores de viagens, fechando a compra do pacote com bastante antecedência e viajando com mais frequência, pelo menos uma vez ao ano.

A expansão do orçamento dos idosos, aliada à qualidade de vida cada vez mais presente, mostra a importância desse público no mercado de consumo. “Em 2006, o rendimento desse grupo era de R$ 16 bilhões ao ano e deve chegar a R$ 25 bilhões até 2020, um crescimento de 56%. Quanto mais dinheiro, mais os brasileiros chegarão à terceira idade com poder de compra. Na Fiat, por exemplo, 12% dos compradores têm mais de 50 anos e a previsão é que, em 2030, sejam 20%”, diz Carramenha.

Fonte: Mundo do Marketing

OMS alerta, mais uma vez, para o perigo das quedas na terceira idade

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou, na semana passada, novo estudo que só confirma o que especialistas já vêm discuntindo há tempos, um assunto do qual eu tanto falo aqui no blog e no meu site: as quedas na vida idosos são, de fato, um divisor de águas. Confira aqui algumas dicas de prevenção, publicadas neste blog em junho deste ano. Saiba mais dobre o estudo da OMS:

Terceira idade, maior vítima de quedas que levam à morte

Estudo da OMS revelou que mais de 37 milhões de tombos graves são registrados todos os anos; a maioria das vítimas fatais tem mais de 65 anos.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, sugere que pessoas na terceira idade são as maiores vítimas de tombos fatais. As quedas são a segunda maior causa de morte acidental em todo o mundo.

De acordo com a pesquisa da OMS, divulgada na terça-feira, todos os anos, mais de 37 milhões de pessoas sofrem tombos graves e precisam ser hospitalizadas. Oito de cada 10 acidentes ocorrem em países de rendas baixa e média. A maior parte dos óbitos por queda ocorre entre a população com mais de 65 anos.

Prevenção

A OMS recomenda aos governos que revejam estratégias de prevenção com foco na educação, treinamento e criação de ambientes seguros para a terceira idade. Para a agência, o assunto se tornou um problema de saúde pública.

Com base numa política implementada no Canadá, o estudo revelou que estratégias de prevenção ajudariam a reduzir 20% dos acidentes entre crianças com menos de 10 anos. Crianças e jovens também são vítimas de tombos, mas na maioria dos casos, existem maiores chances de recuperação.

As quedas fatais matam 424 mil pessoas por ano.

Fonte: Site da ONU

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O mercado de trabalho e a terceira idade no Brasil

O crescimento da parcela da população com mais de 60 anos, além de já ser uma realidade, tende a se acentuar no Brasil nos próximos anos. Por isso, como venho comentando há algum tempo neste blog, o mercado de trabalho precisa acordar, e rápido, para esta nova realidade. É o que confirma matéria publicada hoje no jornal O Globo. Confira:

Envelhecimento da população desafia o mercado

Interesse pela mão de obra de idosos cresce, mas não acompanha acelerado avanço da faixa etária

Por Chico Otávio

Procura-se profissional acima dos 60 anos... Para um mercado de trabalho que insiste em enxergar o Brasil como um país jovem, o anúncio de emprego pode sugerir um trote. Mas não é. Gente como o comerciante Antônio Fiori, a empresária Márcia Lima Gabionetta e a assistente social Renata Hauck faz parte de um pequeno, mas promissor, grupo de empregadores que resolveu trocar o vigor da juventude pela experiência e a assiduidade dos mais velhos. Para as vagas abertas em seus negócios, eles optaram pelo trabalhador idoso.

As projeções indicam que o país a ser revelado pelo Censo 2010 do IBGE terá um contingente de 14 milhões de idosos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reforçam o fenômeno: se a população total cresce à taxa de 0,9% ao ano, o incremento de pessoas acima dos 60 anos avança quatro vezes mais (3,8% anuais). Para muitos, os números sinalizam um problema quando cruzados com as contas da Previdência ou com o sistema de saúde. Há outros, porém, que preferem entendêlos como nicho de negócios:

- O retorno é garantido. Os idosos são pessoas responsáveis e centradas. Não dão trabalho, não faltam. Já os jovens têm outras ambições, como as baladas do fim de semana - afirma o comerciante paulista Antônio Fiori, dono de uma fornecedora de areia e pedras, que acaba de contratar um idoso para gerente.

Como o país está envelhecendo, o desafio civilizatório que se impõe, preveem os demógrafos, é aumentar a idade produtiva da população. Em vez de estimular a ociosidade da terceira idade ou alterar o fator previdenciário, para evitar que o equilíbrio atuarial fique insustentável, a alternativa seria dotar os idosos de capacidade física para adiar a retirada da vida produtiva.

- O Brasil não estava preparado para envelhecer. Se a perspectiva era se aposentar e viver no máximo oito anos, hoje a pessoa chega a ter mais 20, 30 anos de vida. Nenhuma sociedade pode jogar fora essa mão de obra - diz o médico Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati/Uerj).

No caminho de volta ao mercado, o aposentado tem deixado a carteira de trabalho em casa. Quase metade dos trabalhadores ocupados acima dos 60 anos (44%) é autônoma, enquanto 31,4% são assalariados, 9,8%, empregados domésticos e 9,7%, empregadores.

- Há dois tipos de idosos no mercado informal: o mais escolarizado, que geralmente é um profissional liberal e se beneficia de sua experiência, e o menos escolarizado, que encontramos muito na agricultura - explica a economista Ana Amélia Camarano, coordenadora de Pesquisa em População e Cidadania do Ipea.

No ano passado, 55% da população masculina entre 60 e 69 anos ainda trabalhavam. Muitos, principalmente nas faixas de renda mais baixas, prolongaram a idade produtiva para reforçar a diminuta aposentadoria quando a família cresceu. Um deles é Horacildo de Castro, de 69 anos, que virou homemplaca pelas ruas de São Paulo.

Ex-metalúrgico da Mafersa, Horacildo passou em casa os primeiros anos da aposentadoria, na década de 90. Até que a sua mulher resolveu adotar uma recém-nascida. Desde então, o velho operário do aço trabalha com outros metais: fica nove horas por dia na rua para ganhar R$ 20 anunciando a compra de ouro, platina e brilhantes.

- Sem o biscate, não daria para criar a menina. Carrego a placa faça chuva, faça sol. Os seguranças das lojas vivem me tocando para outro lugar - diz o homem-placa, cuja filha de criação já tem 15 anos.

Mas, apesar das intempéries, Horacildo segue em frente. E é isso que encanta os empregadores que têm optado pela terceira idade. Com o idoso, não há tempo ruim. Principalmente quando o desafio profissional é conviver com pessoas da mesma idade.

A assistente social Renata Hauck ajudou a tia, médica, a procurar uma aposentada para ser funcionária do seu consultório, em Belo Horizonte:

- Jovens têm sempre problemas. O namorado ou o filho pequeno. Se faltam, não há como minha tia fazer os procedimentos do consultório. Aposentada não tem filho pequeno. Contratamos uma senhora simpática, com experiência de vida. Passa algo agradável às pacientes na sala de espera.

O aposentado representa um baixo custo. Não faz questão de carteira assinada e vê o salário como um complemento de renda. Há casos em que nem salário é necessário. Com vasta experiência acumulada, saúde e vontade de contribuir, o aposentado abraça o voluntariado.

Na prefeitura de Niterói, por exemplo, os responsáveis por licitações suam frio quando chega o aposentado Guilherme Magalhães. Ele é um dos trabalhadores idosos qualificados que fazem da experiência a senha para o reingresso na vida produtiva. Ex-gerente de Negócios do Banco do Brasil, onde trabalhou por 32 anos, Magalhães é hoje fiscal voluntário do Observatório Social da cidade, ONG de olho nas contas municipais.

- As pessoas não acreditam que você pode mudar a realidade. Além disso, precisamos nos sentir produtivos, mesmo sem remuneração - orgulha-se Magalhães.

Não são poucos os casos de aposentados que, sentindo-se produtivos, encontraram as portas do mercado fechadas ou quebraram a cara ao tentar um negócio. O paulista Luiz Pinto Cepinho, também bancário, aderiu ao plano de demissões voluntárias do BB, montou restaurante e faliu. Hoje, sobrevive como fotógrafo de festas, e luta para voltar ao BB pela via judicial.

Demissões espontâneas, aposentadoria compulsória e outros mecanismos encurtam a vida ativa de milhares de trabalhadores. Há lugares, porém, em que a experiência com os mais velhos foi tão boa que motivou a continuidade:

- Perdi um serralheiro que ainda trabalhava quando morreu aos 80. Para substituí-lo, quero outro idoso - diz a empresária Márcia Lima Gabionetta, dona de uma fábrica de tendas e barracas para feiras.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Melhor amigo do idoso é o porteiro do prédio, diz pesquisa

O melhor amigo do idoso é o porteiro do seu prédio, e o pior inimigo é o motorista de ônibus. As conclusões são de uma pesquisa coordenada pelo professor Alexandre Kalache, especialista em terceira idade, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. “As respostas foram espontâneas, ninguém perguntou quem era o melhor amigo ou o pior inimigo, os idosos deram essas informações espontaneamente”, diz o professor.

O porteiro é o melhor amigo do idoso porque monitora a sua situação, ajuda quando há uma necessidade, está atento e conversa com o idoso, criando uma relação de confiança, segundo Kalache. “É ele quem ajuda a carregar compras, troca uma lâmpada quando necessário, e dá atenção ao idoso”, explica o professor. Já os motoristas de ônibus são vistos como os piores inimigos porque não param no ponto e arrancam antes que o idoso possa se sentar, dificultando o transporte.

A última conclusão da pesquisa foi que a maior preocupação dos idosos é com a segurança. A pesquisa, feita pela primeira vez em 2006 em Copacabana, teve a adesão de outras 35 cidades, formando uma rede global pelas cidades amigas dos idosos. Com isso, as cidades podem trocar experiências e melhorar as condições de vida ativa para os idosos que moram nelas.
“Em Nova York, o programa está muito adiantado, é uma prioridade do governo do prefeito Michael Bloomberg”, diz Kalache.

Fonte: IG

Ritmo de caminhada revela saúde do idoso

Cérebro, coluna, nervos, músculos, articulações. Coração e pulmões. Juntos, e funcionando bem, são eles que permitem o caminhar ereto, ritmado de tantos idosos. Mas se o complexo sistema não vai bem, os pés arrastam-se, a coluna dobra, o movimento é cada vez mais lento.

Médicos defendem que a velocidade de marcha também seja considerada um medidor de saúde durante o envelhecimento, tão relevante quanto outros quatro sinais vitais já avaliados nas consultas: pressão, frequência respiratória, temperatura e massa corporal. Perder a velocidade dos movimentos é um sinal natural de diminuição da vitalidade, de saúde deficiente em diferentes espécies, mas muitos especialistas não levam isso em conta.
Em trabalho publicado no fim de 2009 na revista científica Journal of Nutrition, Health and Aging, membros de uma força-tarefa da Academia Internacional de Nutrição e Envelhecimento apontaram, após revisão da literatura, que a velocidade de marcha é um instrumento eficiente para prever expectativa de vida, surgimento de incapacidade física, necessidade de hospitalização, quedas e demências. Justamente por ser a expressão da interação de diferentes órgãos e estruturas do corpo. Segundo o estudo, uma velocidade de marcha menor do que 0,6 m/s deve ser considerada extremamente preocupante. Entre 0,6 a 1 m/s, a situação é regular. E acima de 1 m/s, normal.

"O andar é fundamental para o bem-estar. Todo mundo que já quebrou a perna sabe o quanto é ruim. As pessoas se preocupam com o idoso, mas não com sua mobilidade", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo Stephanie Studenski, professora da divisão de Medicina Geriátrica da Universidade de Pittsburgh (EUA) e uma das maiores autoridades mundiais em mobilidade de idosos. Ela esteve no 17.º Congresso Brasileiro de Geriatria, no mês passado, em Belo Horizonte.
Anormalidades na marcha podem indicar, por exemplo, o avanço de uma doença que já acomete o idoso, como uma cardiopatia, ou então um ou vários problemas de saúde desconhecidos que demandam investigação, como artrite, doenças pulmonares, distúrbios da visão ou causados pela diabete. Mesmo a depressão pode levar um idoso a arrastar-se. Além disso, a velocidade da marcha revela o consumo de energia dos velhos, o que ajuda predizer sua capacidade de cumprir tarefas cotidianas.
Fonte: O Estado de SP

terça-feira, 27 de julho de 2010

O amor não tem idade

Após namoro em asilo, idoso de 97 se casa com noiva de 87

Henry Kerr, de 97 anos, se casou com a namorada, Valerie Berkowitz, de 87 anos, após cortejá-la durante quatro anos. Os dois se conheceram em um asilo no bairro de Golders Green, no norte de Londres, e se casaram em uma cerimônia no local no domingo.

O casamento foi seguido por um chá para 80 convidados. Kerr disse que, quando pediu a mão de Valerie pela primeira vez, ela "caiu em uma gargalhada histérica". Mas ela aceitou quando Kerr disse que não pediria novamente.

A idade combinada dos dois é de 184 anos. "Quando estava no meio dos meus 90 anos, descobri que estava olhando para essa mulher jovem, e estava atraído por ela", disse Kerr. "Pensei comigo, "Que ridículo, como ela poderia reagir a um coroa bobo como eu"? "E bem casualmente, um dia eu disse a ela, mais por curiosidade: "O que você responderia se eu a pedisse em casamento"? "Ela caiu em uma gargalhada histérica, colocou a cabeça na mesa e riu até que lágrimas correram em seu rosto."

Valerie disse que se rendeu aos flertes de Kerr, que incluíram poesia. "Quando ele me disse, depois de me pedir em casamento todos os dias, que não pediria novamente, eu decidi que iria aceitar", disse ela.

Kerr, que se descreve como jovem de coração, disse que era importante casar para acabar com as fofocas. "O que me dá prazer agora é as pessoas não dizerem mais: 'Eles estão vivendo juntos, eles estão dormindo juntos".

O casal começou a lua-de-mel com uma caminhada no jardim do asilo.

Fonte: Jornal O Estado de SP

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vejam que legal!

Os disc jockeys sessentões
Por Rodrigo Turrer
Quem são os vovôs e as coroas que adoram música eletrônica e frequentam o primeiro curso para DJs da terceira idade do Brasil
Professor de relações internacionais com doutorado em história econômica pela Universidade de São Paulo (USP), o chileno Rodrigo Ruiz, de 63 anos, segue o figurino-padrão de seus colegas de ofício. Camisa social por dentro da calça de sarja, óculos discretos, sapatos pretos bem lustrados, uma malha de lã cáqui jogada sobre os ombros e uma pasta de couro preta nas mãos. É com essa roupa que ele dá suas aulas – e é também assim que ele chega, uma vez por semana, ao curso em que aprende os macetes para animar uma pista ao som de... música eletrônica. Isso mesmo. Ruiz é um dos alunos da primeira escola de disc jockeys para a terceira idade, no centro de São Paulo.
Quando está no comando dos toca-discos (ou pickups, como se diz entre os DJs), ele jamais põe para tocar um disco de tango, salsa ou bolero. Ruiz só tem ouvidos para as batidas que se ouvem em festas rave. “Eu sou louco por tecno e house. É demaissss!”, diz, com um sotaque que sobrevive aos 32 anos vividos em São Paulo.
O curso para DJ que Ruiz frequenta é exclusivo para pessoas acima de 50 anos. “Muita gente dessa faixa etária vinha na escola perguntar se tinha curso para DJ”, afirma Lisa Bueno, DJ há 13 anos, coordenadora do curso em sua escola, e-djs. “Quando o Rodrigo me procurou, estava até disposto a fazer aulas particulares. Como a demanda cresceu, decidi criar o curso especial, para que os alunos mais velhos não ficassem desconfortáveis ao lado dos jovens”.
Em três meses do curso, com aulas semanais de uma hora e meia, Lisa fica à frente dos pickups para mostrar o que faz um DJ. Ela prepara os alunos para lidar com equipamentos como o equalizador, que permite melhorar o som balanceando as diferentes frequências da gravação, e o mixer, usado para fazer a passagem de uma faixa para outra sem que um corte seco, ou um “buraco”, as separe. Para isso, Lisa mostra a importância de sentir a batida das músicas e sincronizá-las. Enquanto dá uma geral em todas as vertentes eletrônicas, ela ainda traduz os termos usados pelos DJs, a maioria em inglês. Suas aulas para a terceira idade só não ensinam a fazer scratch, aquele movimento de vaivém com as mãos sobre o disco de vinil que costuma ser o ponto alto de muitas apresentações, dependendo da habilidade do DJ. “Isso é para um nível avançado”, diz. Os alunos podem levar a música que quiserem. Ninguém tira do baú os vinis de Julio Iglesias, Lucho Gatica ou Ray Conniff. “Eles são bem modernos, uns trazem funk, outros jazz, mas em geral é house e eletrônico, mesmo”.
A escolha surpreende ainda mais quando se leva em conta o perfil dos alunos. Na primeira turma há uma dona de casa que se matriculou em solidariedade ao filho (ele quer ser DJ, mas enfrenta a resistência do pai). Outra senhora, fascinada por música desde a infância, quer cantar jazz e mixar as próprias músicas. Rodrigo Ruiz faz parte dos apaixonados por tecno. Com seus fones de ouvido, ele comprime os olhos ao sincronizar a batida das músicas, enquanto dobra os joelhos no ritmo do que ouve. “Sente esse som!”, diz, com o volume no máximo. Quando terminar o curso, ele pretende comandar apresentações próprias em um show pouco convencional: “Quero sincronizar música e iluminação na batida, acho irado!”, afirma, usando uma linguagem inesperada para um mestre em relações internacionais.
Para realizar seu ambicioso projeto, Ruiz comprou todo o aparato necessário para treinar em casa: pickups profissionais, aparelho para mixar e caixas de som enormes. Antenadíssimo, ele garimpa seu repertório em 300 estações de rádio da internet e usa algumas em suas mixagens caseiras. Quinzenalmente, grava coletâneas de seus sons para as quatro netas, que moram no Chile. “Elas recebem e adoram, me incentivam”, diz. Sua mulher, de 55 anos, é menos receptiva ao entusiasmo do marido DJ. “Quando começo a tocar, ela reclama. Até já conheço a desculpa: diz que está com dor de cabeça”, afirma. “Sei que ela gosta mais de samba e de bolero, mas eu acho cafona”.
O marido da artista plástica Ângela Lelia Vela, de 53 anos, também não é chegado ao som bate-estaca que a mulher põe para tocar nas aulas. Mas achou natural quando ela comunicou que faria o curso. “Ele se acostumou comigo, sabe que eu gosto de um agito”, diz Ângela. “Eu curto esportes radicais, rafting, trilhas, vou a cavernas caçar morcegos com minha filha bióloga. Meu sonho é escalar o Everest”.
Fã de todos os tipos de música, Ângela “pirou” no eletrônico depois de uma festa em que acompanhou as filhas, há quatro anos. “Fui a uma rave com elas e achei incrível, era empolgante.” Encantada com o batidão, Ângela quis aprender a comandar os pickups, por puro divertimento. Teve de desistir pela falta de cursos. Procurou de novo meses atrás, quando conheceu a DJ Mammy Rock, ou Ruth Flowers, uma senhora inglesa de 69 anos que lançou um álbum eletrônico e lota discotecas em apresentações pela Europa. “Ela é a prova de que música é a maior adrenalina, rejuvenesce”, afirma Ângela. “Tem gente que diz que quero me achar jovem, mas são uns caretas. Acham que a gente envelhece e vira mosca-morta. Eu não”.

Fonte: Revista Época

domingo, 25 de julho de 2010

A terceira idade cria chances para cuidadores

Envelhecimento da população valoriza tarefa que, há pouco tempo, era realizada pelo empregado doméstico. Com qualificação e regulamentação, profissão atrai candidatos
POR LEILA SOUZA LIMA

Rio - O número de idosos vai dobrar em 20 anos no País, segundo dados do IBGE. Em 2008, o total de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil era de 21 milhões. O Rio de Janeiro é capital nacional da terceira idade, com 14,9% da população acima dessa faixa. Diante dessa realidade, especialistas apontam o cuidador de idosos como uma das profissões mais importantes do futuro. Em geral, eles ganham a partir de R$ 1 mil mensais, em casa de classe média, dormindo no emprego de segunda a sexta ou em plantões. Mas é preciso mais que preparo técnico — a profissão exige entrega maior do que em muitas outras ocupações.

A área se tornou tão importante que levou o governo federal a implementar o Programa Nacional de Formação de Cuidadores de Idosos, executado por escolas técnicas do Sistema Único de Saúde de todo o País. “Não é necessário ser enfermeiro. É uma ocupação de livre exercício. Mas é recomendável se qualificar nos conhecimentos básicos, na saúde e nos direitos do idoso, além das atividades diárias, como higiene, alimentação, vulnerabilidade e segurança”, explica Daniel Groisman, coordenador do curso oferecido em parceria pelos ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, na Fiocruz.
EMPREGOS APÓS OS 40

A profissão foi criada pelo projeto de Lei 6.966/06, que prevê que esse profissional presta ajuda domiciliar a pessoas que não podem realizar tarefas cotidianas básicas. A regulamentação está em andamento. Na prática, patrões contratam pelo regime do empregado doméstico, com os mesmo direitos. É o que caracteriza o emprego de Magna Samuel, 46 anos, que cuida de uma senhora e faz serviços domésticos. Após viver com os pais por quase toda a vida, ela tornou-se independente quando passou a prestar assistência. “Tive alguns empregos, mas fiquei muito tempo parada. Então, fiz um curso e passei a cuidar de uma senhora. Gosto muito do que faço. A pessoa não pode forçar a barra para trabalhar nessa área”, ensina Magna.

Fonte: Jornal O Dia

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Triste realidade...

Confira matéria publicada em nesta quinta-feira, 22/07/2010, no Jornal do Brasil.

Aumento dos soropositivos com mais de 60 anos preocupa especialistas
O sensível crescimento do número de soropositivos com mais de 60 anos de idade previsto para os próximos anos representa um desafio médico e social dadas as dificuldades de vários tipos, em particular as financeiras, que devem ser enfrentadas por essas pessoas. O tema se torna cada vez mais preocupante à medida que a primeira geração de soropositivos está se aproximando dos 60 anos graças ao uso de antirretrovirais.

Esses pacientes vivem principalmente em países ocidentais, nos quais foi colocado à disposição este tipo de terapia a partir de 1996. A eles se somarão dentro de alguns anos milhões de pessoas que vivem em países pobres e nos quais o uso de antirretrovirais teve início apenas em meados da década passada.
A Aids ficou conhecida em 1981. Antes de serem desenvolvidos os tratamentos com antirretrovirais, os soropositivos no geral terminavam ficando doentes dentro de uns dez anos e morriam um ou dois anos depois disso.
Para muitos dos soropositivos que agora estão chegando a idades mais avançadas, viver com o HIV provavelmente acarretará problemas médicos, solidão e dificuldades financeiras, segundo uma palestra durante a Conferência Internacional sobre a Aids em Viena.
"Sempre houve soropositivos mais idosos, mas agora são muitos mais, e isso poderá ter enfoques novos em termos de saúde pública", estimou o diretor da ONUAids, Gottfried Hirnschall.
"Envelhecer com o HIV é mais que um desafio clínico, é também um desafio social, que não se deve limitar a uma parte do mundo", acrescentou.
Para Lisa Power, da organização de beneficência britânica, Terrence Higgins Trust, apesar de os soropositivos viverem mais tempo do que antes, sua qualidade de vida corre o risco de deteriorar-se.
Essa organização entrevistou 410 soropositivos de mais de 50 anos de idade que residem no Reino Unido. Os mesmos estão geralmente desempregados e têm poupanças inferiores às das pessoas da mesma idade e saudáveis, depois de ter previsto morrer antes de chegar a uma idade tão madura e, por isso, ter poupado menos.
Muitos deles vivem isolados, temem sofrer uma dupla discriminação pela idade e a doença e estão obcecados pelo dia em que serão internado num hospital ou em uma casa para idosos.
Um estudo apresentado por Margaret Hoffman-Terry da organização independente americana American Academy of HIV Medicine inclui números que evidenciam a existência desses problemas.
Nos Estados Unidos, o número de soropositivos de mais de 50 anos de idade passou de 20.000 em 1995 a 120.000 em 2005.
As pessoas com mais de 55 anos têm três vezes mais possibilidades de padecer uma doença crônica que uma pessoa saudável de 70 anos, segundo Hoffman-Terry.
"No futuro, teremos pacientes que viverão décadas a mais e deveremos encontrar a forma com que possam fazer isso com boa saúde", concluiu.
O sensível crescimento do número de soropositivos com mais de 60 anos de idade previsto para os próximos anos representa um desafio médico e social dadas as dificuldades de vários tipos, em particular as financeiras, que devem ser enfrentadas por essas pessoas. O tema se torna cada vez mais preocupante à medida que a primeira geração de soropositivos está se aproximando dos 60 anos graças ao uso de antirretrovirais.
Esses pacientes vivem principalmente em países ocidentais, nos quais foi colocado à disposição este tipo de terapia a partir de 1996. A eles se somarão dentro de alguns anos milhões de pessoas que vivem em países pobres e nos quais o uso de antirretrovirais teve início apenas em meados da década passada.
A Aids ficou conhecida em 1981. Antes de serem desenvolvidos os tratamentos com antirretrovirais, os soropositivos no geral terminavam ficando doentes dentro de uns dez anos e morriam um ou dois anos depois disso.
Para muitos dos soropositivos que agora estão chegando a idades mais avançadas, viver com o HIV provavelmente acarretará problemas médicos, solidão e dificuldades financeiras, segundo uma palestra durante a Conferência Internacional sobre a Aids em Viena.
"Sempre houve soropositivos mais idosos, mas agora são muitos mais, e isso poderá ter enfoques novos em termos de saúde pública", estimou o diretor da ONUAids, Gottfried Hirnschall.
"Envelhecer com o HIV é mais que um desafio clínico, é também um desafio social, que não se deve limitar a uma parte do mundo", acrescentou.
Para Lisa Power, da organização de beneficência britânica, Terrence Higgins Trust, apesar de os soropositivos viverem mais tempo do que antes, sua qualidade de vida corre o risco de deteriorar-se.
Essa organização entrevistou 410 soropositivos de mais de 50 anos de idade que residem no Reino Unido. Os mesmos estão geralmente desempregados e têm poupanças inferiores às das pessoas da mesma idade e saudáveis, depois de ter previsto morrer antes de chegar a uma idade tão madura e, por isso, ter poupado menos.
Muitos deles vivem isolados, temem sofrer uma dupla discriminação pela idade e a doença e estão obcecados pelo dia em que serão internado num hospital ou em uma casa para idosos.
Um estudo apresentado por Margaret Hoffman-Terry da organização independente americana American Academy of HIV Medicine inclui números que evidenciam a existência desses problemas.
Nos Estados Unidos, o número de soropositivos de mais de 50 anos de idade passou de 20.000 em 1995 a 120.000 em 2005.
As pessoas com mais de 55 anos têm três vezes mais possibilidades de padecer uma doença crônica que uma pessoa saudável de 70 anos, segundo Hoffman-Terry.
"No futuro, teremos pacientes que viverão décadas a mais e deveremos encontrar a forma com que possam fazer isso com boa saúde", concluiu.
Fonte: Jornal do Brasil

Lei 4658/2007

Confira no link o texto da Lei de minha autoria, promulgada em 2007, que determina o tipo de piso das calçadas e passeios públicos do Rio: http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/contlei.nsf/f25edae7e64db53b032564fe005262ef/66656de2774c1028032576ac007279a8?OpenDocument.

Projeto de Lei nº 401/2005

Confira no link o texto do Projeto de Lei de minha autoria que previa a troca dos pisos das calçadas com pedra do tipo portuguesa por qualquer piso, desde que anti-derrapante e contínuo, nas ruas do Rio, com a justificativa, na íntegra, que apresentei para elaboração do projeto: http://cmrj3.cmrj.gov.br/spldocs/pl/2005/pl0401_2005_007807.pdf.

Esclarecimento sobre a nota "As pedras no caminho", publicada na edição de 22/07/2010, na coluna "Extra, Extra!", do jornal Extra

Cara jornalista Berenice Seara,
Sobre nota publicada em 22/07/2010, no jornal Extra, página 9, na coluna Extra, Extra!, intitulada "As pedras no caminho", cabe esclarecer que a Lei Municipal 4.658, promulgada em 2007, de minha autoria, que estabelece a troca do calçamento de pedras portuguesas em toda a cidade do Rio de Janeiro por piso plano e anti-derrapante, excetuando-se os espaços tombados, como a orla da cidade, tem por objetivo garantir a segurança de pedestres, principalmente idosos. Passar para os leitores a informação distorcida, inverídica e fútil de ser uma lei que visa preservar salto alto é mau jornalismo e, apenas e tão, somente um "achismo" infundado da jornalista que assina a citada coluna. Gerontólogos renomados, como Alexandre Kalache, chefe do programa de envelhecimento e saúde da OMS, e Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati/Uerj) aprovam a lei e garantem que este é o caminho para tornar o Rio de Janeiro, cidade com maior número de idosos do Brasil, uma cidade acessível e segura a todos os cidadãos, principalmente, aqueles da terceira idade.
Cristiane Brasil
Secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da Prefeitura do Rio