quinta-feira, 12 de março de 2009

Deixem o dinheiro dos aposentados em paz

Depois de negar a realidade, ao ignorar a gravidade da crise econômica que abala o mundo desde o ano passado, a equipe econômica vem adotando algumas medidas para atenuar os efeitos desta crise. Essas ações têm sido desde incentivos fiscais a industria automotiva até ao aumento dos gastos públicos. Tudo para não parar o País, como é obrigação do governo.

Mas tem uma medida, que deve entrar em vigor nos próximos dias, que atinge aposentados e pensionistas, que, para mim, pode se transformar em dor de cabeça para as famílias que dependem destes benefícios. Com o intuito de aumentar o consumo, a equipe econômica, através do INSS, quer ampliar de 20% para 30% a parcela do benefício que o aposentado ou pensionista pode comprometer com crédito consignado.

Nada contra, se a medida não impusesse à reboque, riscos à saúde financeira das famílias, que tem nos proventos de aposentadoria ou pensão única fonte de renda. É que, segundo dados oficiais, devido justamente a esta “facilidade do crédito consignado”, muitos perdem o controle sobre seus gastos. Ou seja, uma medida, embora inicialmente bem intencionada, acaba pondo em risco o equlíbrio financeiro das famílias de aposentados e pensionistas. Não se pode fazer deste crédito consignado política pública de salvamento da economia. Para mim, é muita irresponsabilidade.

Se desejam realmente incentivar o consumo, que baixem os impostos e os juros extorsivos dos empréstimos bancários. Baixem também os preços dos serviços públicos, que são controlados pelo governo. Não é avançando sobre o dinheiro do aposentado, que iremos salvar o mundo. Deixem em Paz os aposentados!

2 comentários:

Rosemberg Júnior disse...

Parabéns pelo blog. Desejo a partir de agora sempre acompanhá-la nas postagens. Sucesso Dra.

Rosemberg, www.poderdepolicia.blogspot.com

manu disse...

Desde sempre o aposentado é desrespeitado neste país, apesar de alguns lutarem, como você Cristiane. É muita covardia o que fazem com o aposentado hoje em dia. Não há o mínimo respeito pelo os que contruíram esta nação.

Roberval Carvalho de Moura - Tenho 78 anos, e moro em São Gonçalo.