segunda-feira, 7 de julho de 2008

Não à guerra, queremos Paz


O Rio começa a semana chorando mais uma tragédia por causa da violência. Na Tijuca, no último final de semana, uma família teve o carro fuzilado durante toroteio entre policiais e bandidos. A incosequência e o despreparo fizeram com que mãe e filho de 3 anos fossem baleados, ao voltarem para casa depois de se divertirem numa festa. O menino morreu. Mas o que estarrece é que fatos lamentáveis como este só ficarão em destaque até a próxima tragédia, quando se tornarão apenas estatística. Não podemos deixar que o Rio se acostume e aceite este cotidiano. O importante é não se conformar e continuar acreditando que é possível, sim, reverter este quadro. Só depende de nós.

Um comentário:

Edimar Alves de Azevedo disse...

O Estado tem negligenciado ao longo da história do papel que caberia desenvolver junto as comunidades carentes e permitiu com sua ausência o crescimento do "estado paralelo" com sua regras e leis específicas.
Não há mágica para resolver questões tão complexas e multifacetadas.
Hoje o Brasil gasta com recursos públicos em educação 0,4% do PIB, porém seria necessário o dobro para suprir as demandas do plano nacional de educação.
Gasta-se três vezes mais com segurança pública e se parte deste gasto fosse revestido para educação, mal precisaríamos de tanta polícia, o caminho e a saída para tudo que esta ocorrendo, sempre foi a educação e as melhorias na qualidade de vida do cidadão brasileiro. A criminalidade aumenta paralelamente com a degradação do ensino no pais. Dados do Ministério da Educação revelam que 52% doa alunos da quinta série das escolas públicas são completamente analfabetos e a taxa de repetência entre alunos da primeira a quarta série no Brasil, segundo a Unesco equivale aos de Moçambique e Eritréia.
O Brasil precisa com urgência de uma ampla reforma do sistema educacional ou estaremos fadados ao atraso.
A violência urbana e a resposta do descaso do poder público.