quinta-feira, 31 de julho de 2008

Máfia dos transplantes


A se confirmar as acusações sobre a Máfia dos Transplantes e, se as investigações forem realmente para valer, é possível que não sobre pedra sobre pedra, já que, apesar da prisão dos médicos responsáveis pelo sistema de transplantes, não é admissível que autoridades do ministério da Saúde não tenham que responder pela falta de controle. Até agora, morreram seis pessoas que aguardavam sua vez na fila. Ao mesmo tempo, as autoridades erram ao suspender as cirurgias, pois a saúde dos que esperam na fila, e que não têm nada a ver com a máfia, não pode esperar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Boa Noite, Cristiane Brasil.
É incrivel como no nosso País, as autoridades demoram demais para enxergar o que vem acontecendo com os pacientes que estam na fila dos transplantes.Isso já vem desde do ano 2000.Tenho autoridade para falar sobre o assunto pq minha irmã falesceu no ano citado acima e doamos o fígado, e as córneas dela.Na hora, o sentimento de dor é algo que a pessoa que nunca passou por essa situação, não consegue mensurar .A família se despera, muitos não entendem como pode a pessoa estar morta se o coração ainda bate, o pulso ainda pulsa?Como vc já sabe, eu sou Enfª e Profª de Educação Física.Coube a mim a missão de esclarecer a família e amigos o que é uma morte cerebral e pq seria importante fazer a doação.Convenci meu cunhado que isso iria ajudar outras pessoas que estam lutando contra o tempo para sobreviver..A única exigência que ele(marido da minha irmã) fez foi de conhecer a família do receptor ou receptora dos orgãos.Por incrível que pareça,tenho uma outra irmã que é Téc. de Enfermagem e na ocasião trabalhava na Equipe do DrºJoaquim(o tal médico que estar respondendo processo na cadeia), ele do nada, todo amoroso, convenceu a minha irmã que a minha família(principalmente eu) não estava preparada para conhecer os receptores dos orgãos da minha irmã querida que morreu tão jovem, aos 40 anos de idade.Meus amigos da área de saúde, acharam esse fato estranho, visto que trabalho em um hospital de Câncer e estou mais do que acostumada a presenciar mortes de crianças, jovens e adultos e que sempre foi e é o desejo de todo transplantado conhecer a família do doador, porém, respeitaram a dor da minha família e se calaram.Como o tempo é o melhor remédio, a dor da perda foi ficando suportável e nós desconfiamos que provavelmente ñão houve respeito a fila.Enfim, minha irmã não trabalha mais no Hospital Universitário e nem tão pouco faz parte da Equipe do Drº Joaquim.Esse médico, praticamente induziu a minha irmã(funcionária da Equipe dele) a não procurar a família dos receptores dos orgãos da minha querida e amada irmã,doadora do fígado e córneas.
A atidude dele foi covarde e desumana.Tenho conhecimento o bastante para descobrir quem foi o receptor do fígado da minha irmã, aliás eu já sei que ele é um rico fazendeiro que reside no amapá.Estranho, muito estranho...parei de investigar pq outras pessoas denunciaram e agora que ele está preso sinto-me mais aliviada.
Cristiane Brasil, desculpe meu desabafo.Demorou oito anos, mais aconeceu, esse Médico está respondendo por tudo que fez e TUDO SE COMPROVANDO, NAÕ VAI REALMENTE SOBRAR PEDRA SOBRE PEDRA"
É POR ESSAS E OUTRAS RAZÕES QUE AS PESSOAS AINDA TEMEM EM FAZER DOAÇÕES DE ORGÃOS.
cONCORDO COM VC NO QUESITO DE QUE AS CIRURGIAS NÃO PODEM PARAR.ISSO É ÓBVIO.O QUE PRECISA É DE SE RESPEITAR A FILA.

NARISTELA

Maristela disse...

Cristiane Brasil, mais uma vez apertei a tecla errada do teclado do meu computador.
Eu não sou aônima, sou a Maristela.
BJS
Desculpe pelo desabafo.

Maristela disse...

Boa Noite, Cristiane Brasil.
As 20hs, eu ouvi em um noticiário de uma conceituada e respeitada rádio, que o Médico suspeito de transplantar pacientes sem seguir a fila , foi solto, saiu da cadeia.
Fiquei e estou triste, pois sei que ele ...deixa pra lá´. O que me diminue a tristeza é saber que o tal Dr: jOAQUIM, TEVE QUE ASSINAR UM TERMO QUE O IMPEDE DE EXERCER SUA PROFISSÃO ATÉ A APURAÇÃO DE SUA PARTICIPAÇÃO NESSA CRUELDADE COM O SER HUMANO EM QUE SE TIRA PROVEITO DA FRAGILIDADE DE UMA FAMÍLIA NO MOMENTO DA MORTE DE UM ENTE QUERIDO EM BENEFÍCIO DE SI PRÓPRIO.
Maristela