quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tirem a mão do bolso do aposentado

O governo continua protelando no Congresso a definição sobre o fator previdenciário. Através de manobras, a apreciação do veto presidencial ao projeto que reajusta aposentadorias e pensões permanece na geladeira. Além disso, o governo acena com um reajuste de apenas 8% nos proventos de aposentados e pensionistas contra os 16% aprovados no Congresso.

É uma pena que o discurso na defesa dos aposentados seja só da boca pra fora em muitos congressistas. Para nós, o fim do fator previdenciário é uma questão de honra. É também uma questão de Justiça aos aposentados e pensionistas, que sacrificaram suas vidas em prol da Nação e são merecedores do reconhecimento público.

Não é possível que os congressistas não se sensibilizem com mais este assalto ao bolso do aposentado e da pensionista. Não vamos permitir que isto aconteça. Se engaje nessa luta você também, pressionando seu deputado e seu senador pela causa do aposentado.
Basta acessar o site Http://www.fatorprevidenciario.com.br, com informações que procuram conscientizar e mobilizar a população sobre a questão.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A polícia que queremos


Nestes tempos de violência urbana nas grandes cidades, pelo menos dois episódios envolvendo ações dignas da PM do Rio nos fazem acreditar que nem tudo está perdido. O primeiro fato envolveu o BOPE, que numa ação inteligente, sem disparar um tiro sequer, libertou uma família, que era mantida refém por três bandidos em Niterói. Cumpriu a missão sob apláusos do povo.


O outro foi mais emblemático, pois envolveu um Comandante de Área, coronel operacional de primeira linha, que publicamente prendeu um cabo, que teria torturado um menor de 14 anos, numa favela da Baixada Fluminense. A bronca, seguida da prisão em flagrante do policial, foi filmada por repórteres e aconteceu depois que o pai do menor denunciou a agressão ao comandante. Este, no mesmo instante, interrompeu a operação, reuniu a tropa e, na frente da população local, defenestrou o acusado, recolhendo sua arma e encaminhando o cabo à delegacia.


Mas, uma das frases ditas pelo Comandante mereceu a atenção de todos e, com certeza, deve estar zumbindo até agora na memória dos policiais: "Temos que respeitar a população para sermos respeitados como autoridades policiais que somos", bradou.


Nestes tempos de crises éticas nas instituições, inclusive na qual o policial pertence, pelo menos este policial cumpriu com denodo o que todos esperamos dos agentes públicos. Uma demonstração exemplar de compromisso para com a população do Rio, independente de classe social.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

15 anos de Real

Há exatos 15 anos, em 1 de Julho de 1994, o presidente Itamar Franco e seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, lançavam o Plano Real, que conseguiu dar estabilidade econômica ao País, derrubando o dragão da hiperinflação, que passava de 1000% ao ano. O período inflacionário foi de triste memória para quem tem mais de 40 anos, pois todos os preços aumentavam da manhã para a tarde do mesmo dia. Foi uma época em que era impossível atribuir valor aos produtos ou serviços. A indexação dos salários era a fórmula usada para mascarar as mazelas da hiperinflação junto à sociedade.

Antes do Real, o País teve oito moedas: Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real. O diferencial do Real em relação aos outros planos de estabilização, que foram meros controladores artificiais de preços e confiscos, foi, num primeiro momento, atacar a cultura da inflação, pela introdução da Unidade Real de Valor (URV), que estabeleceu valor real às coisas. Além disso, promoveu mudanças profundas em toda a economia, que incluiu a introdução de uma âncora cambial junto ao dólar americano e reformas no sistema bancário, entre outras.

Independente da importância da estabilidade como base para qualquer projeto de desenvolvimento de uma Nação, o grande mérito do Plano Real foi na esfera política, onde um consenso responsável entre as autoridades elevou o Plano Real à condição de um projeto do Estado brasileiro e não de apenas um ou outro governo.

Para esta debutante, a moeda Real, é reservada neste início de milênio mais um desafio, que é o de superar mais uma crise financeira, sendo esta de âmbito mundial, cujas consequências ainda não são totalmente previsíveis.

`A sociedade brasileira caberá a responsabilidade vigilante para que os frutos do Plano Real não apodreçam por conta da ação de saudosistas das cirandas financeiras. Para isto, esperemos que o Congresso assuma a maturidade de implementar as reformas necessárias ao principal objetivo do Plano Real; proporcionar um desenvolvimento realmente sustentável e duradouro. O povo do brasileiro merece. Parabéns, Brasil.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Que Justiça é essa III


Continua a indignação contra decisão do STJ que absolveu dois homens que fizeram sexo com menores no Mato Grosso do Sul. Desta vez o protesto veio do exterior, mais precisamente da ONU, através do Unicef. A notícia dava conta de que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nota protestanto contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de
absolver dois homens acusados de exploração sexual de três adolescentes no Mato Grosso do Sul.

Diz um trecho da nota do Unicef: "Por incrível que possa parecer, o argumento usado é o de que os acusados não cometeram um crime uma vez que as crianças já haviam sido exploradas sexualmente anteriormente por outras pessoas".

Em meados de junho passado, o STJ manteve sentença do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que decidiu pela absolvição de dois réus sob a acusação de exploração sexual de três adolescentes, sob a revoltante justificativa de que "cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime" de submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

É por essas e outras que a nossa Justiça está em constante descrédito junto ao povo, o que ajuda a alimentar cada vez mais a fama de o Brasil ser o país da impunidade. Algumas elites, não só judiciárias, mereciam um choque de realidade de vez em quando. Repito: enquanto isso, as reformas necessárias dormem em berço esplêndido no Conmgresso. Até quando?

domingo, 28 de junho de 2009

Atchimmmmmmmm?

Já passa de 500 o número de infectados pela gripe Suína no Brasil. No Rio Grande do Sul há suspeita de uma primeira morte pelo virus no país. Há tempos comentei aqui sobre a insistência das autoridades em reafirmar que não havia motivo para pânico, pois o país estaria preparado para a doença. Naquela época, os casos de contágio não chegavam a 100.
Hoje, a história é outra, pois estamos no inverno, período onde aumentam os casos de doenças respiratórias. E as autoridades continuam reafirmando que não há motivo algum para pânico, mesmo a população sabendo que o nosso sistema de saúde agoniza na UTI faz tempo. Eles têm que arrumar motivos mais convincentes para tranquilizar a população, muito embora as medidas até agora tomadas sejam as indicadas.
Na verdade o que está preocupando mais as autoridades é que estão diante do desconhecido, por conta do poder de mutação do virus. Enquanto não se chega a uma forma eficaz de combater o mal, só nos resta prevenir evitando regiões onde a incidência da doença é maior e tomando maiores cuidados com a higiene pessoal.