quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Rio não merece III


Uma outra conseqüência de anos de favelização e desordem urbana no Rio de Janeiro foi sem dúvida o esvaziamento econômico da cidade, com o fechamento de centenas de empreendimentos industriais e comerciais, principalmente nos subúrbios e Zona Oeste da cidade. Basta percorrer as principais vias de bairros da Central e da Leopoldina, que encontraremos muitos galpões fechados e invadidos por ‘sem-teto’ , o que contribuiu para a degradação urbano/ambiental dessas regiões.
Um levantamento feito pela Firjan, em passado recente, revelou que só no entorno da Avenida Brasil, principal via de ligação do Rio, e cercada por favelas, cerca de mil e 800 pequenas e médias industrias fecharam as portas, nos últimos anos, deixando muita gente desempregada.
Um outro exemplo foi o que aconteceu em bairros junto ao complexo do Alemão, na Leopoldina, onde as fábricas da Poesi, Coca Cola e a têxtil Franco/Brasileiro, só para citar algumas. faliram por causa da violência e degradação urbanas.
Não é possível que continuemos assim. A esperança ainda estar por vir, pois os anúncios de investimentos na urbanização de áreas degradadas é aquém das necessidades, pois, como já disse, foram anos de descaso para com uma população carente, que precisa de moradia condizente com a humanidade.
Que a sociedade se engaje pela desfavelização. Como disse anteriormente: que um projeto habitacional sério para baixa renda deixe de ser apenas marketing de governo e se transforme em política permanente de Estado.

3 comentários:

Anônimo disse...

É claro q. tem que falir. Trabalhei numa lanchonete perto do alemão q. tinha que dá sandubas para as bocas todas.

Robson disse...

A sua constatação não é só no subúrbio. Na Barra muitos hotéis fecharam por causa da Rocinha. Dois grandes hotéis faliram e deixaram muitos desemregados. Robson Belgrado, moro em São Conrado.

Carlos Felipe disse...

Na avenida Brasil, a Ciferal fechou há anos e também deixou muita gente desempregada. Sou a favor da volta dos conjuntos habitacionais.Ildebrando Soares, moro em Irajá.