quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Reeducação alimentar na terceira idade


Nunca é tarde para aprender a se alimentar corretamente. Em qualquer idade, a reeducação alimentar colabora para equilibrar o peso e proporcionar melhor qualidade de vida. Isso também acontece na terceira idade. Nesta fase da vida em que o organismo enfrenta várias alterações fisiológicas e de metabolismo, uma boa alimentação é fundamental para garantir a saúde.

De acordo com a professora Aline Tibúrcio, coordenadora da Clínica de Nutrição da Unopar e responsável pelo Projeto Nutrição para Idosos, problemas com sobrepeso, hipertensão arterial e diabetes são comuns a partir dos 60 anos de idade. “Possivelmente a pressão alta e a diabetes estão associadas ao excesso de peso que observamos na maioria dos pacientes que atendemos na clínica”, esclarece. Ela atribui esses problemas à vida sedentária, consumo de muita fritura e alimentos industrializados e maus hábitos alimentares: “Entre os pacientes que vivem sozinhos, a maioria não cozinha em casa. Muitos não têm costume de comer frutas e verduras com frequência e não fazem a quantidade de refeições diárias recomendáveis”, explica.

Entre os cuidados nutricionais principais na terceira idade, Aline recomenda evitar o consumo excessivo de sal e açúcar. “À medida que envelhecemos nossa sensibilidade para os sabores doce e salgado vai diminuindo. Isso faz com que as pessoas de mais idade aumentem, às vezes sem perceber, a quantidade de sal e açúcar na alimentação. A ingestão de remédios também produz alterações no paladar”, alerta. Segundo a professora, o sal está diretamente relacionado à pressão arterial e o açúcar, ao sobrepeso e diabetes.

Ela também ensina a evitar o consumo de gordura, principalmente frituras. Outra dica é ficar atento à hidratação: “Nós dizemos que os idosos são desidratados crônicos. Isso acontece porque eles não sentem sede e diminuem radicalmente o consumo de água, o que não pode acontecer”, ensina. Também existem medicamentos que alteram o paladar, tornando o sabor da água ruim. “Essa é uma queixa comum entre os idosos. Nestes casos, ensinamos a adicionar sabor à água, como folhas de hortelã, por exemplo”, exemplifica.

Fonte: Coisa de Velho

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Alteração na lei inclui atividade física como fator fundamental para a saúde


 O presidente em exercício Michel Temer sancionou uma alteração da lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, que inclui a atividade física como “fator determinante e condicionante da saúde” na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida já foi publicada no Diário Oficial da União.

  O caput do artigo 3º da lei fica agora redigido da seguinte forma: "Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais".

    Segundo o Ministério da Saúde, a prática de atividades física já é recomendada como fator de prevenção e tratamento de doenças e estava incluída entre as prioridades do SUS antes mesmo dessa alteração oficial.

   A preocupação com a qualidade de vida e a inclusão de atividades físicas na rotina deve ser constante desde a juventude. Desta forma, é possível garantir o bem estar no futuro. Mesmo quem já está com idade mais avançada pode e deve fazer exercícios. Pensando na necessidade dos idosos, surgiu a Academia da Terceira Idade no Rio de Janeiro, para que continuem ativos.


Pratique exercícios sempre! 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lei Maria da Penha não reduziu mortes de mulheres


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil” e apresentou dados alarmantes. De acordo com a análise, a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão.

O Ipea apresentou uma nova estimativa sobre mortes de mulheres em razão de violência doméstica com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. As taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei), diz o estudo.

Conforme o Ipea, houve apenas um “sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da lei”, mas depois a taxa voltou a crescer. O instituto estima que teriam ocorrido no país 5,82 óbitos para cada 100 mil mulheres entre 2009 e 2011. "Em média ocorrem 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia”, diz o estudo.

O feminicídio é o homicídio da mulher por um conflito de gênero, ou seja, por ser mulher. Os crimes são geralmente praticados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, em situações de abuso familiar, ameaças ou intimidação, violência sexual, “ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem”.

Perfil das vítimas
Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas, 31% delas estão na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde.

A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de 
mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo).
As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74).

Ao todo, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos.
Em outros 3% das mortes foram registrados maus-tratos, agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes, como abuso sexual, crueldade mental e tortura.


Fonte: G1

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Rock da terceira idade



Há algum tempo, se um jovem demonstrasse interesse em seguir a carreira musical, seria um desgosto para os pais. As famílias mais tradicionais consideravam essa escolha um erro e o caminho a ser seguido deveria ser um concurso público ou um emprego com carteira assinada, como médico, advogado ou engenheiro.

Hoje, muitos destes já estão na terceira idade e aqueles que resistiram a influencia dos pais fazem sucesso há um bom tempo. Em tempos de Rock in Rio, o grande festival de música nacional, podemos ver alguns exemplos de astros que estão na terceira idade (ou chegando lá) que ainda arrastam multidões para seus shows.

Entre os brasileiros, já podem pedir aposentadoria por idade, Ivan Lins, que tem 71 verões, e Moraes Moreira, 66 carnavais. Já Zé Ramalho, 63, e Pepeu Gomes, 61, já podem comprar ingresso de cinema e, inclusive, do festival de música pagando meia-entrada.

Entre as atrações internacionais, George Benson é a que tem história mais longa, 70 anos. Bruce Sprigsteen, uma das principais atrações do evento, tem 63 anos e vem arrebatando multidões com seu show, sem pensar em ‘pendurar a guitarra’. Neste ano, quatro dos seus shows estiveram entre as 20 maiores bilheterias dos Estados Unidos.

O festival traz ainda alguns músicos que já estão chegando perto da terceira idade: Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, tem 55 anos. Jon Bon Jovi e Frejat, ainda estão crocantes, mas já têm 51 anos.

Fora da lista de artistas que se participam do festival, também encontramos outros exemplos de astros na melhor idade que fazem muito sucesso. O ex-Beatle Paul McCartney, aos 71, arrecadou R$ 295 milhões (US$ 130 milhões) com apenas 30 shows ao longo dos últimos 12 meses. O valor equivale a 435 mil salários-mínimos. Hoje, Sir Paul McCartney é dono de uma fortuna de R$ 2,2 bilhões (680 milhões de libras esterlinas). Mesmo com tudo isso no banco, ele nem pensa em se aposentar e continua na estrada. Se fosse, por exemplo, funcionário público no Brasil, já teria sido aposentado compulsoriamente no ano passado.

Um dos mais fortes símbolos de que a idade está na cabeça de quem vê é Mick Jagger, 69, que forma o Rolling Stones com Keith Richards, 68; Charlie Watts, 71, e Ronnie Wood, 65. Com apenas dois shows feitos no Canadá, neste ano, eles arrecadaram cerca de R$ 25 milhões, empatando com Beyoncé, uma das cantoras pop mais quentes do momento.


Fonte: Coisa de Velho

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Conheça as causas e tratamentos para a Rinite



Quando o ar está seco e a poeira voa livre por todos os cantos é sinal de que muita gente vai começar a sofrer com a rinite, uma inflamação das mucosas do nariz, que causa muito, mas muito mal estar em quem sofre com o problema.

Espirros, nariz escorrendo, congestão nasal... Assim é o dia a dia de quem tem rinite, uma inflamação que acontece nas mucosas do nariz.

A otorrinolaringologista Saramira Bohadana explica que existem vários tipos de rinite. A rinite inflamatória é aquela que pode ser produzida por vírus, como o que acontece no resfriado comum. A rinite alérgica é bastante comum, principalmente em cidades com muita poluição.

As rinites podem ter várias causas, como alergias, resfriados, uso indevido de medicamentos e até produtos químicos irritantes. Quando essas substâncias entram em contato com a mucosa nasal é desencadeada uma inflamação, o que dá inicio aos sintomas, que são muito parecidos em todos os tipos. Há espirros consecutivos, principalmente pela manhã, obstrução nasal, coriza, irritação e coceira no nariz e nos olhos, e até dores de cabeça.

Higiene ambiental

Medida importante para quem tem rinite é também a higiene ambiental. Diminuindo a presença de agentes que causam alergia nos lugares que você frequenta pode, em muitos casos, resolver o problema.
"Se você percebe que chegar em casa te faz espirrar, e que muitas vezes pode ser um tapete velho que você tem em casa, ou um carpete de muito tempo, ou cortinas, ou uma parede que está infiltrada", explica a especialista. "Alguns fatores nós conseguimos identificar, tratar e corrigir. E aí, muitas vezes, a pessoa fica bem", completa.

O quarto de dormir também precisa estar livre de agentes que causam alergia. Por isso evite cobertores e roupas de lã. Objetos que juntam poeira como bichos de pelúcia também não são recomendados. Mas se nada disso adiantar, o tratamento medicamentoso pode ser a solução. Saramira explica que hoje existem tratamentos muito eficazes, como os corticoides tópicos nasais. Por não ter absorção sistêmica, esse tipo de medicamento é bastante seguro, aliviando bastante o quadro de rinite.

Solução para rinite

Já quem sofre com muita secreção pode se beneficiar com uma receita muito simples de fazer. Dilua duas colheres de chá de sal e uma de bicarbonato de sódio em um litro de água. Depois é só aplicar algumas gotinhas no nariz. Não deixe de consultar seu médico para avaliar o seu caso.


Fonte: Minha Vida