sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lei 4658/2007

Confira no link o texto da Lei de minha autoria, promulgada em 2007, que determina o tipo de piso das calçadas e passeios públicos do Rio: http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/contlei.nsf/f25edae7e64db53b032564fe005262ef/66656de2774c1028032576ac007279a8?OpenDocument.

Projeto de Lei nº 401/2005

Confira no link o texto do Projeto de Lei de minha autoria que previa a troca dos pisos das calçadas com pedra do tipo portuguesa por qualquer piso, desde que anti-derrapante e contínuo, nas ruas do Rio, com a justificativa, na íntegra, que apresentei para elaboração do projeto: http://cmrj3.cmrj.gov.br/spldocs/pl/2005/pl0401_2005_007807.pdf.

Esclarecimento sobre a nota "As pedras no caminho", publicada na edição de 22/07/2010, na coluna "Extra, Extra!", do jornal Extra

Cara jornalista Berenice Seara,
Sobre nota publicada em 22/07/2010, no jornal Extra, página 9, na coluna Extra, Extra!, intitulada "As pedras no caminho", cabe esclarecer que a Lei Municipal 4.658, promulgada em 2007, de minha autoria, que estabelece a troca do calçamento de pedras portuguesas em toda a cidade do Rio de Janeiro por piso plano e anti-derrapante, excetuando-se os espaços tombados, como a orla da cidade, tem por objetivo garantir a segurança de pedestres, principalmente idosos. Passar para os leitores a informação distorcida, inverídica e fútil de ser uma lei que visa preservar salto alto é mau jornalismo e, apenas e tão, somente um "achismo" infundado da jornalista que assina a citada coluna. Gerontólogos renomados, como Alexandre Kalache, chefe do programa de envelhecimento e saúde da OMS, e Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati/Uerj) aprovam a lei e garantem que este é o caminho para tornar o Rio de Janeiro, cidade com maior número de idosos do Brasil, uma cidade acessível e segura a todos os cidadãos, principalmente, aqueles da terceira idade.
Cristiane Brasil
Secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da Prefeitura do Rio

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Índice de felicidade cresce a partir da terceira idade, aponta estudo

Mais um texto interessante que divido com vocês. Este foi publicado no jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul. Você acredita que a experiência da vida traz mais felicidade?
Um estudo americano sobre bem-estar e felicidade da população traz boas notícias para as pessoas que estão entrando na terceira idade. Pesquisadores concluíram que o sentimento de felicidade se eleva gradualmente a partir dos 50 anos. Dos 18 anos até a meia idade, a sensação de felicidade diminui gradualmente e volta a atingir níveis satisfatórios na faixa dos 80 anos.

A pesquisa, publicada recentemente no Proceedings of National Academy of Sciences, entrevistou um total de 355.334 pessoas, em 2008. As idades variaram de 18 a 85 anos. Os dados mostram que, ao atingir 85, elas estão ainda mais satisfeitas consigo mesmas do que estavam aos 18 anos.

Fatores como estresse, preocupações, felicidade, tristeza e raiva foram avaliados e comparados com a faixa etária de cada pessoa. De acordo com a pesquisa, as experiências negativas e as tensões tendem a diminuir significativamente com o envelhecimento da população.

Entre homens e mulheres foram constatadas pequenas diferenças nos níveis a tristeza, estresse e preocupação, prevalecentes no sexo feminino. Os níveis com quedas mais bruscas são os de estresse e de preocupações. Dos 20 aos 50 anos, o estresse se mantém praticamente estável, com um leve declínio. Depois disso, reduz gradualmente até os 85 anos. As preocupações seguem a mesma tendência, mas diminuem menos do que o estresse.

Inteligência emocional

Os pesquisadores atribuíram os resultados a um provável aumento da inteligência emocional, da sabedoria e a capacidade que as pessoas mais velhas têm de auto-regular suas emoções. As pessoas com mais idade também tendem a recordar menos das memórias negativas em comparação com os adultos e jovens.

Para a professora da Faculdade de Psicologia da PUC-RS, Nadia Marques, o resultado se deve principalmente pelo aspecto emocional. Segundo ela é preciso avaliar outros fatores externos e culturais para construir um cenário que se aproxime mais da realidade.

— A personalidade, a identidade e a autoestima vão se construindo ao longo do tempo. O ser humano vai se conhecendo e vai aprendendo a lidar com frustrações. Com seus recursos pessoais ele vai atingindo na maturidade uma estabilidade psíquica. Talvez tolere mais as frustrações e saiba mais sobre suas limitações — analisa Nadia, que também é coordenadora do Serviço de Atendimento e Pesquisa em Psicologia da PUC-RS.

A especialista acredita que para atingir um bom nível de satisfação pessoal nessa faixa etária (acima dos 50 anos) é preciso saber lidar com o novo, ter criatividade e ser flexível para, se necessário, repensar projetos e buscar alternativas para aproveitar cada momento da vida.
Fonte: Zero Hora

terça-feira, 13 de julho de 2010

A realidade da violência contra a mulher

Impossível deixar de se comover ou mesmo de se revoltar com este caso macabro do goleiro Bruno e sua ex-amante, Eliza Samúdio, cujo desfecho ainda pode revelar muitas surpresas. Mas meu questionamento é para as autoridades, pois, na verdade, trata-se de uma tragédia, há muito, anunciada, já que não é novidade que tanto policiais quanto membros do Judiciário sabiam das ameaças e agressões registradas publicamente pela vítima.

E aí começa uma cadeia de erros e omissões, que acabaram por permitir a série de crimes contra aquela pobre mulher. Dentre os muitos, o mais grave foi a Justiça não autorizar proteção especial para Eliza Samúdio, sob a alegação de que as ameaças e agressões não se deram em ambiente doméstico, o que não configuraria crime de competência da Delegacia da Mulher.

Quer dizer que para que haja apuração, além de olhos roxos, tiros e facadas, a mulher tem que provar elo físico e duradouro com o algoz? Talvez esteja aí, se não o principal, um dos motivos que colocam o Brasil entre os dez primeiros países onde há mais homicídios de mulheres em todo o mundo.

Aqui, uma mulher é assassinada a cada duas horas e violentada a cada dez minutos. Apesar do aumento em 65% no número de denúncias de violência contra as mulheres, a verdade é que os casos ainda são tratados, muitas vezes, com desdém pelas autoridades.

Além do caso Eliza, outros dois de brutal, diria, até mesmo, animalesca violência povoam os noticiários nestas últimas semanas e chocam, seja pela frieza dos agressores ou pelas tentativas de manter a sociedade alheia ao acontecido: refiro-me à advogada Mércia Nakashima, assassinada pelo ex-namorado em São Paulo, e à jovem de 13 anos estuprada pelo ex-namorado, 1 ano mais velho, apenas, e por um amigo dele, de mesma idade, em Santa Catarina. Sem falar no desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, mistério há dois anos sem solução, e tantos outros que não se tornam de conhecimento público.

Revolta-me mais saber que, muitas vezes, a mulher agredida, violentada, ainda tem que passar por humilhações e deboches ao expor seu drama, o que, muitas vezes, inibe as denúncias e incentiva a violência. Apesar das conquistas sociais, políticas e econômicas da população feminina, ainda estamos presos à era medieval quando o assunto trata da criminalizaçãoão dos atos de violência contra a mulher.

Cabe a todas nós não permitir que tentem nos impor vergonha no lugar de nossa coragem. Pois, todos os avanços até aqui conquistados foram resultado de muita luta, sangue, suor e lágrimas. E coragem não nos falta.

Por Cristiane Brasil
Presidente Nacional do PTB Mulher