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quarta-feira, 15 de junho de 2011

'Não' à violência contra idoso

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa. É inacreditável, mas, apesar dos avanços na legislação e das políticas públicas que protegem o idoso, abusos e agressões ainda fazem parte do cotidiano de muitos.

A violência contra vovôs e vovós, porém, foge ao padrão tradicional dos crimes urbanos dos quais tomamos conhecimento no dia-a-dia. É que, na maioria das vezes, o crime acontece no ambiente doméstico, já que, segundo registros oficiais, são parentes de primeiro grau ou cuidadores os principais agentes agressores.

Outra característica é que são crimes invisíveis aos olhos das autoridades, pois muitas das vítimas se recusam a denunciar, temendo perder o pouco do laço familiar que lhes restam. São inúmeros furtos e roubos de pensões e aposentadorias, agressões e maus-tratos que não fazem parte dos registros oficiais de violência contra o idoso.

Contra esta trágica realidade é que devemos lutar e denunciar sempre. Digo e repito: se o crime é silencioso, façamos barulho denunciando aos órgãos competentes ou à primeira delegacia. E aqui vão alguns contatos das entidades que lutam pelo idoso:
  • Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV) da Prefeitura do Rio: 2976-3711
  • Prefeitura do Rio: 1746
  • Delegacia de Atendimento à Pessoa de 3ª Idade (DEAPTI): 2333-9272
  • Polícia Militar: 190
  • Ministério Público-RJ: 127

terça-feira, 13 de julho de 2010

A realidade da violência contra a mulher

Impossível deixar de se comover ou mesmo de se revoltar com este caso macabro do goleiro Bruno e sua ex-amante, Eliza Samúdio, cujo desfecho ainda pode revelar muitas surpresas. Mas meu questionamento é para as autoridades, pois, na verdade, trata-se de uma tragédia, há muito, anunciada, já que não é novidade que tanto policiais quanto membros do Judiciário sabiam das ameaças e agressões registradas publicamente pela vítima.

E aí começa uma cadeia de erros e omissões, que acabaram por permitir a série de crimes contra aquela pobre mulher. Dentre os muitos, o mais grave foi a Justiça não autorizar proteção especial para Eliza Samúdio, sob a alegação de que as ameaças e agressões não se deram em ambiente doméstico, o que não configuraria crime de competência da Delegacia da Mulher.

Quer dizer que para que haja apuração, além de olhos roxos, tiros e facadas, a mulher tem que provar elo físico e duradouro com o algoz? Talvez esteja aí, se não o principal, um dos motivos que colocam o Brasil entre os dez primeiros países onde há mais homicídios de mulheres em todo o mundo.

Aqui, uma mulher é assassinada a cada duas horas e violentada a cada dez minutos. Apesar do aumento em 65% no número de denúncias de violência contra as mulheres, a verdade é que os casos ainda são tratados, muitas vezes, com desdém pelas autoridades.

Além do caso Eliza, outros dois de brutal, diria, até mesmo, animalesca violência povoam os noticiários nestas últimas semanas e chocam, seja pela frieza dos agressores ou pelas tentativas de manter a sociedade alheia ao acontecido: refiro-me à advogada Mércia Nakashima, assassinada pelo ex-namorado em São Paulo, e à jovem de 13 anos estuprada pelo ex-namorado, 1 ano mais velho, apenas, e por um amigo dele, de mesma idade, em Santa Catarina. Sem falar no desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, mistério há dois anos sem solução, e tantos outros que não se tornam de conhecimento público.

Revolta-me mais saber que, muitas vezes, a mulher agredida, violentada, ainda tem que passar por humilhações e deboches ao expor seu drama, o que, muitas vezes, inibe as denúncias e incentiva a violência. Apesar das conquistas sociais, políticas e econômicas da população feminina, ainda estamos presos à era medieval quando o assunto trata da criminalizaçãoão dos atos de violência contra a mulher.

Cabe a todas nós não permitir que tentem nos impor vergonha no lugar de nossa coragem. Pois, todos os avanços até aqui conquistados foram resultado de muita luta, sangue, suor e lágrimas. E coragem não nos falta.

Por Cristiane Brasil
Presidente Nacional do PTB Mulher

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Delegacia do Idoso: uma grande conquista, um grande orgulho

Nesta terça-feira, 15/06/2010, Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa, o Rio de Janeiro, município com a maior proporção de idosos do País, verá nascer um marco definitivo de respeito a esta parcela da população. Será inaugurada a nova sede da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa de Terceira Idade (DEAPTI), na Rua Figueiredo de Magalhães, ao lado da estação Siqueira Campos, em Copacabana, às 10h.

No processo político de conquista deste espaço, posso afirmar aos quatro ventos ter sido peça chave. Sempre estive ao lado da guerreira Catarina Noble, titular desta Delegacia, desde que ocupei a presidência da Comissão do Idoso na Câmara dos Vereadores do Rio. Posso, agora, dizer, finalmente, que estou realizada. Mais que a concretização de um sonho, é uma grande conquista, da qual sempre terei um imenso orgulho. Fruto do trabalho sério e engajado de pessoas, que, assim como eu, entendem a importância daqueles com mais de 60 anos para a nossa sociedade.

A nova DEAPTI tem uma área total construída de 364 m², distribuídas em dois pavimentos. A novidade desta unidade foi a implantação de elevador, além de um ambiente reservado ao repouso das pessoas idosas – que sofreram algum tipo de violência –, até o momento do registro da ocorrência. Há computadores conectados à central de dados do programa Delegacia Legal, além de impressoras, scanner e câmera. A delegacia é composta por setor de investigação preliminar e de seguimento, duas salas de custódia, copa, sala de repouso e sanitários para o público, como também adaptações para portadores de deficiências.

Longa vida à DEAPTI! Longa vida à Drª Catarina! Longa vida aos idosos do Rio!