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terça-feira, 22 de março de 2011

Cristiane Brasil na Corrida da Mulher






Equipe SESQV: 2º lugar na Corrida da Mulher


Equipe SESQV

Equipe SESQV na Corrida da Mulher

A Secretária Cristiane Brasil abriu o revezamento da equipe SESQV

Corrida da Mulher 2011


A Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV) esteve presente na edição 2011 da Corrida da Mulher, realizada no último domingo, 20/03/2011, e a equipe feminina da Prefeitura do Rio não fez feio, não: no pelotão de amadoras, ficou em segundo lugar! Mais de duas mil mulheres participaram da prova. Sucesso total!

sexta-feira, 4 de março de 2011

100% SESQV!



A Secretária Cristiane Brasil se prepara para sua sessão de ginástica matinal e aproveita para divulgar um dos principais projetos da Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida - a Academia da Terceira Idade (ATI), que já virou febre entre os idosos do Rio. Para saber mais sobre o projeto e conhecer os endereços das 19 unidades já existentes, acesse www.rio.rj.gov.br/web/sesqv. Visite também a página da Secretaria no Facebook, em www.facebook.com/sesqv.prefeiturario.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Prefeitura entrega décima quinta Academia da Terceira Idade (ATI)

A Secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da Prefeitura do Rio, Cristiane Brasil, inaugurou, na manhã deste de domingo (27/02/2011), na Ilha do Governador, a décima-quinta Academia da Terceira Idade (ATI) da cidade do Rio de Janeiro. Localizada no Parque Manoel Bandeira, no Cocotá, a Academia é composta por 10 módulos de aparelhos, permitindo a prática de exercícios físicos aos usuários de mais de 60 anos de idade.
Na oportunidade, Cristiane Brasil explicou que as aulas na ATI serão ministradas por profissionais de educação física e acompanhadas porprofissionais de saúde, em dois turnos, de segunda à sexta. Cristiane ressaltou que “as atividades desenvolvidas nas ATIs servem para prevenir doenças, proporcionado bem-estar e qualidade de vida aos idosos".

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bem Receber o Turista da Melhor Idade no Rio de Janeiro


Estão abertas as inscrições para o curso de capacitação "Bem Receber o Turista da Melhor Idade no Rio de Janeiro”. Projeto do Ministério do Turismo, realizado pela Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV), com apoio da Riotur e da ABAV-RJ, a iniciativa visa à qualificação de profissionais do turismo para o atendimento ao público idoso. As matrículas são gratuitas e podem ser efetuadas até o próximo dia 16/02, através do site www.bemreceberoidoso.com.br.

A aula inaugural será realizada no próprio dia 16/02, às 18h, no Hotel Novo Mundo, no Flamengo. O curso acontecerá nos dias 17, 18, 24 e 25/02, de 8h às 12h30 e de 13h às 17h30, no mesmo local. Os interessados poderão optar pelo período da manhã ou da tarde, em que participarão de palestras, seminários, dinâmicas de grupo e fóruns de discussão sobre temas relacionados ao bom atendimento ao turista com mais de 60 anos, tais como: “Desafios do turismo na terceira idade”; “Cuidados de saúde, prevenção de quedas e acidentes com o turista da terceira idade”; “Receptividade e hospitalidade para o turista da terceira idade”; “Alimentação, transporte e entretenimento para a terceira idade”.

Mais informações pelos e-mails contato@bemreceberoidoso.com.br e agente@bemreceberoidoso.com.br ou pelo telefone (21) 38795520. Participe!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Segredo dos superidosos: maiores de 80 que esbanjam vigor abrem via para entender longevidade

RIO - Nenhum octogenário é tão rápido e resistente quando Oswaldo Silveira. O maître paulista estava entre os 28 participantes mais velhos dos 45 mil que correram a Maratona de Nova York, a mais famosa do mundo, em novembro. Foi o campeão do grupo. Completou o percurso em 4 horas e 33 minutos. Um mês depois, ainda colhe os louros da fama. Volta e meia precisa interromper seus treinos, em Campos do Jordão, para tirar fotos com quem o reconhece.

Atende aos pedidos com humildade, mas uma certa marra não faz mal a ninguém: garante que venceria um desafio contra o neto, um sedentário de 21 anos. O desejo de novas conquistas - inclusive o torneio familiar - faz do atleta um símbolo do que é conquistar longevidade sem perder vigor.

Com o avanço da medicina, chegar à terceira idade não é exatamente uma façanha. De acordo com a pirâmide etária divulgada pelo Censo 2010, 22,7 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais. Um terreno desconhecido, ainda pouco contemplado por pesquisas, é como envelhecer com qualidade de vida.

Não existe uma receita pronta, mas aqui e ali há consensos. O primeiro: manter a saúde na terceira idade é uma conquista multidisciplinar. Não adianta, por exemplo, ter uma alimentação regrada se a rotina for estressante. Outra unanimidade no discurso dos especialistas é quase um consolo aos mais preguiçosos: nunca é tarde para começar. Que o diga Oswaldo, que só foi calçar tênis de corrida aos 56 anos.

- Eu só jogava futebol, mas a barriga estava grande e ficou muito cansativo - lembra. - Como não tinha tempo para academia, resolvi só correr. Hoje treino cinco vezes por semana, de 10 a 15 quilômetros por dia. Há 17 anos um instrutor me acompanha. Desde então, já foram 11 maratonas.

Oswaldo atribui o pique à dieta controlada e aos genes. Seu pai, que morava no interior de São Paulo, chegava a andar 30 quilômetros para visitar alguém.

O corredor não é o único a recorrer à biologia para explicar sua vitalidade. Uma teoria amplamente estudada considera que os telômeros, uma estrutura presente nas extremidades dos cromossomos, pode determinar a nossa longevidade. Os telômeros são reduzidos à medida que as células se dividem. Em determinado momento, esta perda sacrifica genes, vitalidade e função das células filhas, provocando o envelhecimento.

Outra estrutura celular decisiva seriam as mitocôndrias, responsáveis por transformar alimento em energia. Se uma mitocôndria envelhecer mais rapidamente, ela reduziria a vitalidade de seu grupo.

- Ainda não há uma explicação definitiva para sabermos como se dá o envelhecimento em nível biológico - ressalta Fernando Bignardi, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). - Há animais, como medusas, que vivem eternamente. Eles não envelhecem. Só morrem se alguém comê-los. Não sabemos por que isso acontece.

Na falta de uma resposta, os médicos preocupam-se em reformular outros conceitos. Longevidade, por exemplo, era associado apenas à vida longa. Agora, também incorpora a ideia de qualidade.

Fonte: Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/12/04/segredo-dos-superidosos-maiores-de-80-que-esbanjam-vigor-abrem-via-para-entender-longevidade-923193783.asp

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um alerta aos mais jovens

Vejam a matéria publicada pelo jornal O Dia, nesta terça-feira. Um verdadeiro alerta para todos aqueles que praticam atividade física sem a devida orientação de profissionais especializados ou que exageram e acham, que neste caso, "quanto mais, melhor". Não é bem assim, não! A malhação só contribui para a manutenção da saúde e para o envelhecimento ativo quando feita na medida certa e de forma orientada. Alguém conhece pessoas com menos de 50 anos que já tenham artrose? Mande um comentário e compartilhe comigo e com todos os leitores do Blog. Boa leitura!



Artrose atinge 10% da população de 30 a 50 anos
Exercícios físicos feitos com excesso de peso ou postura incorreta podem ser a causa

Rio - Quem pensa que só idosos têm artrose está enganado. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) alerta que cada vez mais pessoas entre 30 e 50 anos têm sofrido com dores provocadas pelo desgaste das articulações de joelhos, quadris, tornozelos e coluna — consequência de esforço exagerado na malhação ou esportes radicais na juventude. Cerca de 10% da população nesta faixa etária apresenta o problema de saúde.
O tema foi debatido no 42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (CBOT). Segundo o presidente do CBOT, Paulo Lobo, a artrose, que atinge 60% das pessoas na terceira idade, é diferente daquela que vem sendo encontrada nos adultos mais jovens. “O desgaste na articulação destes é causado por trauma, uma carga extra de exercícios. Já em idosos é um desgaste comum devido à idade”, descreve.

O importante, segundo os especialistas, é o diagnóstico precoce. O desvio do eixo de um membro que dói e a dificuldade de movimentá-lo possivelmente significam artrose. “Quanto antes diagnosticar, mais cedo será possível mudar a rotina de exercícios pesados”, afirma Lobo.
Para não ter o problema
Segundo o médico, natação e pedalada, assim como fisioterapia, medicamentos e até cirurgia para corrigir a lesão podem minimizar o incômodo e evitar a progressão da doença, que não tem cura. Se o objetivo é evitar a artrose precoce, o ortopedista José Luiz Runco dá as dicas: “Na musculação, evite o excesso de peso e o posicionamento errado. Em qualquer esporte, se o músculo tremer ou queimar, há sobrecarga. Se há cãibra ou dor, é sinal de cansaço e assim o músculo não protegerá adequadamente a articulação, que passa a receber mais peso que deveria”.

Já sinalizando dor na coluna e nas pernas e diante da possibilidade de, no futuro, ter artrose, a balconista Tereza Minôr, 38 anos, seguiu a orientação médica: entrou, há 3 anos, na hidroginástica. “É uma atividade leve, e não sinto mais dores. Com a musculatura forte e preparada, já não acho que vou ter artrose. Me cuido”, diz.

Fonte: Jornal O Dia http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/11/artrose_atinge_10_da_populacao_de_30_a_50_anos_124663.html

domingo, 7 de novembro de 2010

Novos estudos revelam como exercícios físicos na terceira idade atenuam problemas do envelhecimento

Quanto mais cedo se começa a praticar exercícios, melhor. Mas mesmo quem toma essa decisão tardiamente, depois dos 60, só tem a ganhar; não só em força como em capacidade cardiovascular. É o que confirmam dois novos estudos. Um deles foi realizado na Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), no Rio, e avaliou por quase dois anos os efeitos da musculação em 175 pessoas (130 homens) acima de 63 anos. O outro é um trabalho americano com sedentários acima de 65 anos. Os resultados de ambos são evidentes: a atividade física faz bem em qualquer idade e mesmo quem começa tarde é beneficiado.

No estudo da Clinimex - apresentado na 7ª Conferência Mundial em Treinamento de Força, na Eslováquia - o objetivo foi saber se a musculação com ênfase em velocidade rápida no movimento atenuaria ou reverteria a perda natural de força com o envelhecimento. Segundo o professor de educação física Roberto Macedo Cascon, coautor, os participantes tiveram um ganho de força de até 7% ao ano.
- Considerando que a média anual de perda de força com o envelhecimento é de 2%, a musculação a longo prazo atenua ou até reverte esse processo - diz. - Esse ganho não é cumulativo, explica Macedo, sendo maior nos primeiros meses do programa.
Os voluntários fizeram exercícios de musculação convencional (incluindo supino, extensora e puxada), em l 2 séries de cinco a oito repetições. A diferença é a ênfase na velocidade rápida no movimento do exercício, diz o fisiologista.
- A força e a potência dão autonomia, melhorando a qualidade de vida. Além disso, o idoso fica menos vulnerável a quedas - afirma.

Para essa faixa etária, Macedo recomenda, de duas a três vezes por semana, uma média de 8 a 12 exercícios que envolvam os braços e as pernas; em duas a três séries, de cinco a oito repetições com carga de 60% a 80% da máxima. E enfatizando a alta velocidade de execução, com orientação de professor.
Já o estudo americano - publicado na revista "Circulation" - avaliou os benefícios cardiovasculares de um ano de treino intenso e progressivo em sedentários acima de 65 anos. Os autores observaram que os idosos apresentaram melhora da função ventricular. Isso significa que o coração deles se tornou mais apto a responder as exigências durante o esforço e com menor sobrecarga, explica o professor de educação física Marcelo Cabral:

- Isso é um importante indicador de saúde cardiovascular.
Cabral alerta que esse foi um estudo controlado, no qual todos tiveram seu estado de saúde bem avaliado para assegurar que eram saudáveis e que o risco na execução do exercício seria baixo na pesquisa.
- Ninguém nessa idade pode fazer esforço intenso antes de uma avaliação cardiológica - reforça.
Outros estudos, lembra Cabral, comprovam os benefícios da prática de exercícios na capacidade de relaxamento e dilatação dos vasos para ajustarem o fluxo sanguíneo. Além disso, a atividade física diminui a quantidade de triglicerídeos e aumenta o nível de colesterol HDL, a fração boa. Ele cita pesquisa na "British Medical Journal", mostrando que indivíduos que só começaram a se exercitar depois dos 50 anos tiveram redução na taxa de mortalidade semelhantes ao grupo que se exercitava há mais tempo.
Portanto, vale muito a pena começar a se exercitar em qualquer fase da vida, insiste Cabral. Ele recomenda, para quem tem mais de 60 anos - e depois da liberação do médico -, a prática de atividade aeróbica, como caminhar e andar de bicicleta. Esses exercícios podem ser iniciados por idosos saudáveis, de duas a três vezes por semana com duração de 20 a 30 minutos, em intensidade leve e progredindo para cinco a sete dias na semana, com duração de 30 a 60 minutos cada dia. Depois, sempre com orientação de profissional, pode-se elevar a intensidade em alguns dias da semana, por pelo menos mais alguns minutos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Caminhar 15km por semana ajuda a prevenir demências na velhice

Dar um passo atrás do outro, com regularidade, sem pressa, é uma das melhores formas de manter o cérebro saudável na velhice, com sua plena capacidade cognitiva. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado na "Neurology", a revista on-line da Academia Americana de Neurologia, monitorou durante 13 anos 299 voluntários. A pesquisa provou que eles conseguiram evitar a perda da memória e se prevenir da demência com caminhadas regulares.

Os andarilhos, todos sem sinais de demência de acordo com testes neurológicos a que foram submetidos, tiveram suas caminhadas registradas e o cérebro monitorado em 1995. Outros testes foram feitos nove anos depois, em 2004, e mais uma vez em 2008, mostrando que aqueles que mais caminhavam tinham metade do risco de ter problemas de memória do que os que não se exercitavam.

De acordo com a pesquisa, andar cerca de 14,5 quilômetros por semana é o ideal para beneficiar o cérebro e deve ser esta a meta do "exercício neurológico". Segundo os autores, o grupo que andou menos dez quilômetros por semana apresentou um maior encolhimento cerebral ligado à idade que o de pessoas que andavam mais que essa distância.

- O cérebro encolhe na fase mais avançada da idade adulta, o que pode causar problemas de memória. Os resultados do nosso trabalho estimulam a realização de novas pesquisas para saber se exercício físico em pessoas mais velhas são uma medida eficaz contra demências, incluindo Alzheimer - disse Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh e líder do estudo.

A doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência, mata lentamente as células do cérebro, e atividades como caminhadas têm sido indicadas para aumentar o volume do cérebro.


Fonte: Jornal O Globo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Envelhecimento ativo do idoso traz benefícios à sociedade

Com o envelhecimento acelerado da população, a sociedade brasileira está diante de um grande desafio. Ela precisa se preparar para manter o idoso ativo e produtivo, caso contrário o risco de doenças psicológicas e cognitivas irá aumentar. Hoje, o país tem cerca de 20 milhões de idosos e pelo menos 15% são portadores de depressão. Em 40 anos, o percentual de idosos deve dobrar, passando de 6,67% para pouco mais de 13% da população total do país. O crescimento da depressão pode acompanhar ou até superar este ritmo. A doença avança conforme a pessoa se torna inativa e isso favorece outras doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

Por outro lado, se a sociedade passasse a oferecer mais atividades aos idosos, o risco de desenvolver doenças cognitivas e as chances de postergar o avanço delas seriam bem menores. É justamente isso que a pesquisadora Margareth Brandini Park pretende com seu livro “Educação e Velhice”, da Editora Setembro.

A pedagoga, ligada ao Centro Memória Unicamp (CMU), reuniu para a obra trabalhos de 20 pesquisadores sobre longevidade, em parceria com o sociólogo Luís Antônio Groppo. Os textos relatam experiências bem-sucedidas com a terceira idade, todas ligadas a ambientes de educação.
“São propostas de intergeracionalidade, nas quais aproximamos idosos de jovens. A energia de crianças e adolescentes mexe com o idoso, e a experiência do idoso acalma e desperta interesse em jovens”, resume a pesquisadora.
Ela cita o exemplo de uma escola municipal de Jarinú, no interior de São Paulo. “Idosos foram convidados para contar suas memórias aos alunos e isso os ajudou a reconstruir um retrato do passado da cidade”, conta a pedagoga. Os idosos contavam como era a escola, o ambiente e as brincadeiras antigas, entre outras coisas. Outro grupo de idosos fez uma atividade semelhante.
“Eles ajudaram a identificar um acervo fotográfico antigo da cidade”, afirma. As duas atividades são consideradas exercícios para a memória, indicados e bastante utilizados no combate de níveis leves e moderados de demência.
Outra maneira de melhorar a autoestima na terceira idade é com os jornais comunitários, mostra a pesquisadora no capítulo 7 do livro. O idoso aparece como uma espécie de “guardião da memória” do bairro, ao apresentar suas recordações em jornais comunitários. Em outro caso, a pesquisadora mostra o trabalho feito por um grupo de idosos, adeptos ao batuque de umbigada. Essa dança de origem africana, que também utiliza instrumentos de percussão, passou a ser ensinada a jovens interessados em música.
“São todos exemplos positivos, que podem ser aproveitados em outros trabalhos de inserção do idoso na sociedade”, afirma a pedagoga.

Fonte: IG

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sobre o envelhecer

Quero compartilhar com vocês um texto muito interessante que encontrei nessas minhas "andanças" pela Internet, escrito pelo reumatologista paulista Sergio Bontempi Lanzotti, em que o próprio discute práticas e conceitos os quais venho trabalhando aqui no Rio de Janeiro desde 2003. Divirtam-se e comentem!


Envelhecimento ativo: realidade nos consultórios

No início do século XX, na Europa desenvolvida, a expectativa de vida ao nascer andava ao redor dos 40 anos. Naquele tempo, o homem ou a mulher que atingissem essa idade provavelmente estariam se aproximando do final de suas vidas. Hoje, aos 40 anos, eles são jovens...

Por aqui, se a tendência de crescimento da população com mais de 60 anos se mantiver constante, o Brasil deverá alcançar, segundo as previsões do IBGE, um universo de 64 milhões de sexagenários em 2050, ou 24,66% da população. Os números impressionam, pois em 2005, apenas 9% da população tinha mais de 60 anos de idade, ou seja, 16,3 milhões.

O aumento da expectativa de vida do brasileiro é um fato comprovado pelos censos anuais. Atualmente, ser um sexagenário e chegar a ser um octogenário não chega a ser uma grande proeza, mas um desdobramento de uma série de conquistas médicas, sociais, políticas e tecnológicas.

Há 50 anos, os médicos aconselhavam "as pessoas de mais idade" a fazer repouso. Era clássica a imagem do velho de pijamas, sentado na poltrona da sala, sem fazer qualquer esforço, sem andar, nem sequer ir à padaria. Hoje, entendemos que o envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável. Este novo conceito prioriza não só a parte física, mas também as atividades sociais, profissionais e afetivas do idoso, que precisa pertencer, interagir e ser aceito pela comunidade.

Em 2002, durante a 2ª Assembléia Mundial sobre Envelhecimento, realizada em Madri, a Organização Mundial da Saúde lançou um documento denominado Active Ageing - A Policy Framework, apontando as perspectivas para um envelhecimento saudável. Este documento destaca o conceito do chamado envelhecimento ativo, que leva em conta o conceito de esperança de vida livre de incapacidades.

A incapacidade do idoso está relacionada ao seu grau de risco de ser portador de doenças crônicas. Você pode chegar aos 80 anos e ter um risco acumulado baixo de desenvolver alguma doença, enquanto um outro indivíduo da mesma idade pode ter até quatro vezes mais risco de desenvolver essa doença. Os riscos estão relacionados não apenas aos fatores genéticos, mas também ao estilo de vida de cada um.

A incapacidade funcional começa a aparecer por volta dos 60 anos. Por isto é importante evitar e prevenir o aparecimento das doenças crônicas e degenerativas na terceira idade. Para isso, existem intervenções que podem ser feitas tanto pelo paciente, quanto pela família, pelos médicos que assistem o idoso e até mesmo pela sociedade.

O aumento da expectativa de vida do brasileiro nos obriga a repensar a velhice e a ponderar sobre nossas escolhas da juventude, pois é grande a influência das nossas decisões individuais na qualidade de vida futura.

O envelhecimento ativo prioriza a atividade física não só após o indivíduo ter atingido a faixa de idade mais avançada da vida, mas durante todo o processo. Não se admite mais um período de sedentarismo em que a atividade física seja interrompida por volta dos 20, 25 anos, quando ele se torna um profissional atuante e só seja retomada mais tarde, como forma de tratamento porque já adoeceu.

Um dos motivos de queixa mais freqüente nos idosos são limitações articulares associadas às dores articulares, que se misturam e acabam conhecidas popularmente pelo codinome de reumatismo. O reumatismo tem como característica marcante a degeneração, a perda da mobilidade articular, preceitos contrários ao envelhecimento ativo. Para combater este mal, é recomendado à terceira idade a prática de exercícios físicos, que aumentam a competência e o vigor muscular e impedem a manifestação da dor.

Não podemos falar numa receita ou numa fórmula para envelhecer bem. Não existem recomendações gerais, apenas específicas, apropriadas para cada indivíduo. Entender como funciona o corpo humano e o processo de envelhecimento é mais eficaz do que buscar a fórmula da juventude, pois na história evolutiva do ser humano, nunca houve a expectativa de se viver mais de 60 anos, como há agora.

Por isto, devemos planejar como queremos viver esse tempo "extra", lembrando que fundamental é querer viver bem todos os anos que teremos pela frente, não aceitando de forma passiva os acontecimentos, participando ativamente do processo de envelhecimento.

Por Sergio Bontempi Lanzotti - reumatologista, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo)