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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Saiu o resultado final do I Concurso de Contos para Idosos da SESV


É com imenso prazer que comunicamos o resultado final do I Concurso Cultural de Contos para Idosos da SESQV. Confira na lista abaixo os quatro vencedores do Prêmio Rubem Fonseca, no valor total de R$ 5 mil:


1º lugar: Marlene da Silva Leal;

2º lugar: Lucia Vargas Guimarães;

3º lugar: Aluísio Machado da Cruz;

4º lugar: Helena Zylberberg.


À primeira colocada será entregue prêmio no valor de R$ 2 mil. A autora do segundo melhor conto será premiada com R$ 1.500,00. O terceiro colocado receberá R$ 900,00 e estão reservados R$ 600,00 para a autora do quarto melhor texto.


A cerimônia de premiação será realizada no dia 19 de outubro, às 10h30, no Auditório 01 do Centro Administrativo São Sebastião (CASS). Parabéns a todos os concorrentes, em especial aos vencedores, e até o ano que vem!

domingo, 1 de maio de 2011

1º de maio: constatações e reflexões

Estamos em 1º de maio de 2011, Dia Mundial do Trabalho. A mídia, nos últimos meses, vem ressaltando algumas conquistas do Governo em relação à questão do emprego no País.


Recentemente, foi anunciado um recorde na criação de novos postos de trabalho: segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no primeiro trimestre do ano foram gerados no Brasil 583.886 novos empregos formais. Com relação aos salários, as notícias oficiais também são positivas: de janeiro a março de 2011, os salários médios de admissão apresentaram um aumento real de 2,92%, em relação aos mesmos três meses de 2010. E no período compreendido entre o primeiro trimestre de 2003 e o primeiro trimestre de 2011, os salários médios de admissão evidenciaram um aumento real de 32,28%.


Em relação à geração de emprego para profissionais de mais idade, a tendência de melhora também existe. Dados atualizados do IBGE mostram que de 2003 ao primeiro trimestre de 2011, o número de pessoas com mais de 50 anos que estão trabalhando nas seis principais regiões metropolitanas do País – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – cresceu 56,1%, enquanto o aumento médio da população empregada foi de 19,8%. Esses profissionais representam hoje 21,8%, da força de trabalho brasileira, enquanto há oito anos significavam 16,7%.


Há de se comemorar, sim, os avanços. Mas a necessidade de reflexão e de mudanças mais contundentes ainda existe. Foram décadas de lutas e sacrifícios em prol de direitos que garantiram certa dignidade ao trabalhador. Temos um bom sistema de proteção a quem trabalha, que, no meu entendimento, deve ser incentivado. Apesar disso, a situação de muitos brasileiros ainda é bastante diferente de uma realidade justa. Não são raros os casos de desrespeito, discriminação e humilhação contra os trabalhadores. Muitos deles vivendo, até, de forma semelhante aos regimes de escravidão. Isso mesmo, escravidão!


Importante também discutir-se a questão da desigualdade entre os gêneros. Estudos econômicos já provaram por "a + b" que, além de terem dupla jornada de trabalho (dentro e fora de casa), as mulheres ganham menos para ocupar os mesmos postos que os homens. As mulheres representam a maioria da população brasileira, estão, cada vez mais, ocupando cargos de chefia e poder dentro das empresas e, cada vez mais, sendo as principais mantenedoras do lar. A equiparação salarial é mais que uma necessidade. É um direito.


Em se tratando da terceira idade, o que posso dizer é que temos uma das melhores e mais avançadas legislações no que diz respeito à proteção e à promoção dos direitos dos idosos. Temos um bom leque de políticas estruturantes para atender às suas necessidades. Não no que diz respeito ao trabalho, no entanto. Quando se trata de oferecer oportunidades de emprego a esta parcela da população, o cenário, no Brasil, ainda é extremamente desigual e avança de forma muito lenta. Por puro preconceito. Negligenciar a experiência daqueles que ainda têm muito a colaborar para o crescimento do País é, no mínimo, sinal de atraso. Um atraso que o Brasil não pode mais bancar.


O legado de riqueza e prosperidade de uma Nação depende única e exclusivamente de seu povo trabalhador. Por isso, a luta deve ser sempre pela expansão de oportunidades para jovens, adultos e idosos. Isto, sim, é justiça social: trabalho e, por conseqüência, dinheiro no bolso do trabalhador.

sábado, 30 de abril de 2011

Percentual de idosos na população segue em crescimento, diz Censo

Em números absolutos, país tem mais idosos do que crianças de até 4 anos

Por Carolina Lauriano e Nathália Duarte

Nas últimas décadas, o Brasil tem registrado redução significativa na participação da população com idades até 25 anos e aumento no número de idosos. E a diferença é mais evidente se comparadas as populações de até 4 anos de idade e acima dos 65 anos. Em 2010, de acordo com a Sinopse do Censo Demográfico divulgada nesta sexta-feira (29), o país tinha 13,8 milhões de crianças de até 4 anos e 14 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

A sinopse, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta os primeiros resultados definitivos do último recenseamento. Alguns números divulgados preliminarmente em novembro de 2010 foram ajustados, a exemplo do total da população, com a inclusão de estimativas sobre a população dos domicílios considerados fechados durante a coleta de dados.

De acordo com o IBGE, o grupo de crianças de 0 a 4 anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Enquanto isso, cresce a participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Em 1991, o grupo de 0 a 15 anos representava 34,7% da população. Em 2010 esse número caiu para 24,1%. Já entre a população com mais de 65 anos correspondia, em 1991, a 4,8% da população e passou para 7,4%, em 2010. “Isso significa que há menos crianças e adolescentes no país do que há 10 anos e que a população de idosos aumentou”, afirma Fernando Albuquerque, gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

O Brasil tem, segundo o Censo 2010, 45.932.295 pessoas entre 0 e 14 anos; 34.236.060, entre 15 e 24 anos; 46.737.506, entre 25 e 39; 34.983.120, entre 40 e 54; 14.785.338, de 55 a 64 anos; e 14.081.480 com mais de 65 anos.

A Região Norte, apesar do contínuo envelhecimento, ainda apresenta, segundo o IBGE uma estrutura bastante jovem. A população de crianças menores de 5 anos da Região Norte, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos na população passou de 3% em 1991 e 3,6% em 2000, para 4,6% em 2010.

As regiões Sudeste e Sul são as mais envelhecidas do país. As duas regiões tinham, em 2010, um contingente de idosos com 65 anos ou mais de 8,1%. Nesse mesmo ano, a população de crianças menores de 5 anos era de 6,5% no Sudeste e de 6,4% no Sul.

Já a Região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária semelhante à média nacional. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% e 9,8% em 1991 e em 2000, respectivamente. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3%, em 1991, para 4,3%, em 2000, e 5,8%, em 2010.

Fonte: G1 http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/04/percentual-de-idosos-na-populacao-segue-em-crescimento-diz-censo.html

segunda-feira, 21 de março de 2011

Orkut reativado


Olá, amigos!


Passei aqui para contar que estou novamente no Orkut. Esqueçam a conta antiga. Agora é só procurar por Cristiane Brasil para me encontrar. É a página com a minha foto oficial, que também ilustra este post.


Espero todos por lá!


Um abraço carinhoso,
Cristiane Brasil

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio lança curso para atender turista da terceira idade

A Secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio, Cristiane Brasil, deu início, na tarde da última quarta-feira, 16\02/2011, ao curso de capacitação “Bem receber o Turista da Melhor Idade no Rio de Janeiro”. Destinado à preparação de profissionais da área do turismo para o atendimento ao público viajante com mais de 60 anos, é resultado de parceria entre o Ministério do Turismo, a Associação Brasileira de Agentes de Viagem (ABAV) e Riotur.
Ao falar sobre a iniciativa , a Secretária Cristiane Brasil ressaltou que “o Rio vai ser palco de dois eventos mundiais – a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 – e nada mais oportuno do que preparar os profissionais para receber os turistas da melhor idade.”
O curso acontece no Hotel Novo Mundo, em dois turnos (manhã e tarde), e vai até o dia 25 deste mês. Mais informações pelo site http://www.bemreceberoidoso.com.br/.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

24 de Janeiro: Dia Nacional do Aposentado

24 de janeiro é o Dia do Aposentado. Atualmente, os festejos relativos à data ainda não são dos mais destacados entre as comemorações de nosso calendário. A situação, no entanto, tende a mudar. O aumento da proporção de idosos em nossa população é uma tendência irreversível e, por consequência, teremos, cada vez mais, aposentados. Assim, a relevância econômica fará com que esta data seja cada vez mais lembrada. Afinal, os aposentados dos tempos atuais foram a força propulsora do Brasil que, hoje, vemos se destacar em âmbito mundial.

Mas não vamos nos prender ao lado mais racional deste Dia. O que devemos reforçar é que os aposentados de hoje são cidadãos ativos e participativos em nossa sociedade. Reivindicam seus direitos com ênfase e são resónsáveis pela construção de uma nova terceira idade - mais uma vez, preparando a estrada para as futuras gerações. Emocionalmente, são cada vez mais fortes, auxiliando na educação dos netos e aconselhando seus filhos na escolha dos caminhos da vida.

Vivemos uma Nova Era, em que a experiência dos mais vividos é imprescindível. No tempo dos bytes e megabytes, a base da formação é cada vez mais necessária para separar o joio do trigo, o que vale do que é irrelevante. E para nos auxiliar nesta peneira, ninguém melhor do que as pessoas que construíram e ainda constroem o mundo atual.

Parabéns a todos os aposentados do Brasil!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

IBGE projeta que 30% da população terá mais de 60 anos em 2050

A população com mais de 60 anos deverá ultrapassar a marca de 64 milhões de pessoas em 2050 no País, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste ano, este estrato populacional deverá chegar próximo de 30% da população do País. Os números fazem parte do Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, divulgado nesta terça-feira pelo instituto.
O estudo traz a composição populacional do País desde 1940 e faz uma projeção até 2050. Neste quadro, o contingente de habitantes com mais de 60 anos apresenta crescimento constante.
Segundo o censo demográfico de 1940, 1,7 milhões de brasileiros faziam parte da hoje chamada terceira idade, o que representava, à época, 4,1% da população. Em 2000, esta faixa etária já chegava a 8,1%, ou 13,9 milhões de pessoas, número que deve quase quintuplicar até 2050, segundo a projeção apresentada no atlas.
Por outro lado, a população com menos de 15 anos, que representava 42,6% no censo do IBGE de 1940 (17,5 milhões de pessoas) deve chegar a 2050 com um contingente de 13,1%, ou 28,3 milhões. Esta faixa etária apresenta queda ininterrupta desde 1960. De acordo com o Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, "até o final dos anos 1970, a estrutura etária da população brasileira era predominantemente jovem, resultado de um padrão histórico em que os níveis de fecundidade permaneciam elevados. Entretanto, a partir de 1980, em decorrência do declínio dos níveis de reprodução, começa a adquirir visibilidade um estreitamento da base da pirâmide."
A população de 15 a 59 anos, faixa considerada "em idade de trabalhar", deve apresentar crescimento até 2030, quando deve chegar a 139,2 milhões de pessoas (64,3% do total), segundo a estimativa do IBGE. A partir daí, deve começar a cair. Entretanto, a maior proporção desta faixa de idade deve ser atingida em 2020, com 66,3% do total de residentes no Brasil. Em 2050, este grupo de idade deve chegar a 122,9 milhões, o equivalente a 57,1% do total.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Segredo dos superidosos: maiores de 80 que esbanjam vigor abrem via para entender longevidade

RIO - Nenhum octogenário é tão rápido e resistente quando Oswaldo Silveira. O maître paulista estava entre os 28 participantes mais velhos dos 45 mil que correram a Maratona de Nova York, a mais famosa do mundo, em novembro. Foi o campeão do grupo. Completou o percurso em 4 horas e 33 minutos. Um mês depois, ainda colhe os louros da fama. Volta e meia precisa interromper seus treinos, em Campos do Jordão, para tirar fotos com quem o reconhece.

Atende aos pedidos com humildade, mas uma certa marra não faz mal a ninguém: garante que venceria um desafio contra o neto, um sedentário de 21 anos. O desejo de novas conquistas - inclusive o torneio familiar - faz do atleta um símbolo do que é conquistar longevidade sem perder vigor.

Com o avanço da medicina, chegar à terceira idade não é exatamente uma façanha. De acordo com a pirâmide etária divulgada pelo Censo 2010, 22,7 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais. Um terreno desconhecido, ainda pouco contemplado por pesquisas, é como envelhecer com qualidade de vida.

Não existe uma receita pronta, mas aqui e ali há consensos. O primeiro: manter a saúde na terceira idade é uma conquista multidisciplinar. Não adianta, por exemplo, ter uma alimentação regrada se a rotina for estressante. Outra unanimidade no discurso dos especialistas é quase um consolo aos mais preguiçosos: nunca é tarde para começar. Que o diga Oswaldo, que só foi calçar tênis de corrida aos 56 anos.

- Eu só jogava futebol, mas a barriga estava grande e ficou muito cansativo - lembra. - Como não tinha tempo para academia, resolvi só correr. Hoje treino cinco vezes por semana, de 10 a 15 quilômetros por dia. Há 17 anos um instrutor me acompanha. Desde então, já foram 11 maratonas.

Oswaldo atribui o pique à dieta controlada e aos genes. Seu pai, que morava no interior de São Paulo, chegava a andar 30 quilômetros para visitar alguém.

O corredor não é o único a recorrer à biologia para explicar sua vitalidade. Uma teoria amplamente estudada considera que os telômeros, uma estrutura presente nas extremidades dos cromossomos, pode determinar a nossa longevidade. Os telômeros são reduzidos à medida que as células se dividem. Em determinado momento, esta perda sacrifica genes, vitalidade e função das células filhas, provocando o envelhecimento.

Outra estrutura celular decisiva seriam as mitocôndrias, responsáveis por transformar alimento em energia. Se uma mitocôndria envelhecer mais rapidamente, ela reduziria a vitalidade de seu grupo.

- Ainda não há uma explicação definitiva para sabermos como se dá o envelhecimento em nível biológico - ressalta Fernando Bignardi, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). - Há animais, como medusas, que vivem eternamente. Eles não envelhecem. Só morrem se alguém comê-los. Não sabemos por que isso acontece.

Na falta de uma resposta, os médicos preocupam-se em reformular outros conceitos. Longevidade, por exemplo, era associado apenas à vida longa. Agora, também incorpora a ideia de qualidade.

Fonte: Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/12/04/segredo-dos-superidosos-maiores-de-80-que-esbanjam-vigor-abrem-via-para-entender-longevidade-923193783.asp

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dança beneficia o corpo e a mente na terceira idade

Pelo caráter lúdico, idosos aderem melhor à do que aos exercícios tradicionais
Além de prazerosa, a dança na terceira idade pode trazer ainda mais benefícios à saúde do que os exercícios físicos tradicionais. Estudos já conseguiram comprovar a superioridade da dança, nessa faixa etária, para a saúde do coração, a capacidade respiratória e acima de tudo, a qualidade de vida.
Uma pesquisa feita na Itália verificou que pessoas com insuficiência cardíaca que começaram a dançar valsa tiveram benefícios na saúde do coração, na capacidade respiratória e no bem-estar geral maiores do que os obtidos por pacientes que se exercitavam na bicicleta ou na esteira.
Uma das vantagens observadas também foi a aderência à dança, bem maior do que aos exercícios comuns. Para o geriatra João Senger, isso se deve ao fato de que a dança é "um dos exercícios mais agradáveis que existem".
Segundo ele, dançar é melhor até do que caminhar, um dos exercícios mais recomendados aos idosos.
— A dança utiliza movimentos diferentes, grupos musculares diferentes, é mais completa do que a caminhada.
Outros fatores que diferenciam a dança dos exercícios tradicionais é a melhora do equilíbrio, a socialização e o caráter lúdico, que ajuda a prevenir a depressão.
Desafiando o cérebro
Para a especialista em dança e professora, Siomara Kronbauer, a prática da dança é um desafio para o cérebro dos idosos e gera um aumento de suas conexões neuronais, que dão a eles maiores habilidades no aprendizado e na memória. Siomara costuma priorizar a variedade de ritmos em suas aulas para estimular a capacidade de adaptação dos alunos. Balé clássico, jazz, contemporâneo, street e flamenco fazem parte dos encontros.
— Um aluno, não interessa a idade, tem que ser desafiado. Claro que tu respeita as necessidade biológicas, mas, dentro disso, ela deve ser estimulada a dar o seu melhor — diz a professora de dança.
Siomara, que dá aula para pessoas de 50 até 83 anos, acredita que os benefícios da dança também se estendem a autoestima.
— Eles se sentem com dignidade, principalmente depois da aposentadoria que tu perde o teu caráter de utilidade. Quando termina a aula eles estão super felizes.
BENEFÍCIOS :: Melhora significativa no equilíbrio do corpo devido aos movimentos :: A socialização e a alegria da dança ajudam a melhorar o humor e prevenir doenças como depressão e até o Alzheimer :: A atividade eleva a capacidade cardiorrespiratória e a força muscular :: Melhora a qualidade do sono

Fonte: Zero Hora http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Segundo%20Caderno&newsID=a3114612.xml

Intercâmbio também é opção para quem já passou dos 50 anos

Olá! Olha que matéria interessante! Aguardo seus comentários!

Apesar do sucesso entre adolescentes e universitários, intercâmbio também é assunto do pessoal que já passou dos 50 anos. Despreocupados com o papel que a viagem terá em seu currículo, eles querem mesmo é relaxar e se divertir.

Na agência de turismo Brazilian Exchange, em São Paulo, esse é um movimento que começou há uns três anos. "Já tínhamos programas para a terceira idade antes, mas não divulgávamos porque não sentíamos uma procura", lembra o diretor da agência, Cláudio Chalom, que arrisca uma causa para a mudança. "Pode ser que tenha a ver com o aumento do poder aquisitivo, já que se percebe um aumento de consumo geral nessa faixa etária."

A vantagem de fazer programas específicos para a idade mais madura é que as turmas costumam partilhar dos mesmos hábitos e expectativas. A ideia deles é o contrário do foco do universitário, que tem o interesse principal no aperfeiçoamento do idioma para buscar uma vaga no mercado. A vivência cultural é a meta dessas viagens. "Muitos já fizeram aqueles pacotes turísticos regulares e agora querem algo mais", explica Chalom.

Na agência BEX, as atividades para a terceira idade são oferecidas em cinco destinos. Para quem quer aperfeiçoar o inglês há do clássico - como em Bournemouth, no litoral sul da Inglaterra - ao radical - a exemplo do curso na Nova Zelândia, na cidade de Christchurch. O país da Oceania tem geleiras e montanhas, propícias para o esqui, enquanto que nas praias pode-se andar de caiaque. Há também opções na Espanha, na França e na Itália, normalmente com a possibilidade conciliar o curso da língua com aulas sobre a cultura local, gastronomia e vinhos.

Os programas para o pessoal depois dos 50 têm duração menor, de duas semanas, e aposta nas cidades menores. "É para que eles estejam em um lugar tranquilo, para que tenham vivências culturais e para que se comuniquem com a população local", justifica o diretor da Brazilian Exchange. O resultado é uma turma que volta ainda mais entusiasmada que a garotada. "Eles se descobrem em situações que não estavam pensando em vivenciar."

Com mais de 60 no curso regular
Mesmo com a existência de programas específicos para a terceira idade, algumas pessoas preferem estudar em cursos regulares. É o caso de Theresinha Levy, que já passou dos 60 anos, mas prefere não revelar a idade. A intercambista passou três meses em Toronto, no Canadá, e voltou para o Brasil em outubro.

Nos últimos anos, a carioca passou por perdas na família, em especial a do seu "companheiro de vida e de viagem". A saída estava lá fora:"Nada melhor que viajar por longo tempo para se refazer ou renascer", afirma quem obrigou os filhos a fazerem intercâmbio aos 15 anos por ser uma experiência enriquecedora.

Os incessantes pedidos por notícias pelos amigos levaram Theresinha a criar um site. O espaço serviu como diário, além de postar fotos e receber os comentários de quem ficou no Brasil. "Cheguei à conclusão de que seria impraticável escrever para todos e para a família, então optei pelo blog", conta.

A viajante desmistifica um possível preconceito dos outros alunos com quem é de uma idade mais avançada. "Meus colegas me convidavam para tomar chope em pubs, ir jantar e fazer piquenique como qualquer um." Esse foi um dos motivos pelos quais ela escolheu o Canadá: a diversidade. "Nunca vi tanta gente diferente. Mesmo que você coloque uma abóbora na cabeça, acho que não vão lhe notar."

domingo, 7 de novembro de 2010

Novos estudos revelam como exercícios físicos na terceira idade atenuam problemas do envelhecimento

Quanto mais cedo se começa a praticar exercícios, melhor. Mas mesmo quem toma essa decisão tardiamente, depois dos 60, só tem a ganhar; não só em força como em capacidade cardiovascular. É o que confirmam dois novos estudos. Um deles foi realizado na Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), no Rio, e avaliou por quase dois anos os efeitos da musculação em 175 pessoas (130 homens) acima de 63 anos. O outro é um trabalho americano com sedentários acima de 65 anos. Os resultados de ambos são evidentes: a atividade física faz bem em qualquer idade e mesmo quem começa tarde é beneficiado.

No estudo da Clinimex - apresentado na 7ª Conferência Mundial em Treinamento de Força, na Eslováquia - o objetivo foi saber se a musculação com ênfase em velocidade rápida no movimento atenuaria ou reverteria a perda natural de força com o envelhecimento. Segundo o professor de educação física Roberto Macedo Cascon, coautor, os participantes tiveram um ganho de força de até 7% ao ano.
- Considerando que a média anual de perda de força com o envelhecimento é de 2%, a musculação a longo prazo atenua ou até reverte esse processo - diz. - Esse ganho não é cumulativo, explica Macedo, sendo maior nos primeiros meses do programa.
Os voluntários fizeram exercícios de musculação convencional (incluindo supino, extensora e puxada), em l 2 séries de cinco a oito repetições. A diferença é a ênfase na velocidade rápida no movimento do exercício, diz o fisiologista.
- A força e a potência dão autonomia, melhorando a qualidade de vida. Além disso, o idoso fica menos vulnerável a quedas - afirma.

Para essa faixa etária, Macedo recomenda, de duas a três vezes por semana, uma média de 8 a 12 exercícios que envolvam os braços e as pernas; em duas a três séries, de cinco a oito repetições com carga de 60% a 80% da máxima. E enfatizando a alta velocidade de execução, com orientação de professor.
Já o estudo americano - publicado na revista "Circulation" - avaliou os benefícios cardiovasculares de um ano de treino intenso e progressivo em sedentários acima de 65 anos. Os autores observaram que os idosos apresentaram melhora da função ventricular. Isso significa que o coração deles se tornou mais apto a responder as exigências durante o esforço e com menor sobrecarga, explica o professor de educação física Marcelo Cabral:

- Isso é um importante indicador de saúde cardiovascular.
Cabral alerta que esse foi um estudo controlado, no qual todos tiveram seu estado de saúde bem avaliado para assegurar que eram saudáveis e que o risco na execução do exercício seria baixo na pesquisa.
- Ninguém nessa idade pode fazer esforço intenso antes de uma avaliação cardiológica - reforça.
Outros estudos, lembra Cabral, comprovam os benefícios da prática de exercícios na capacidade de relaxamento e dilatação dos vasos para ajustarem o fluxo sanguíneo. Além disso, a atividade física diminui a quantidade de triglicerídeos e aumenta o nível de colesterol HDL, a fração boa. Ele cita pesquisa na "British Medical Journal", mostrando que indivíduos que só começaram a se exercitar depois dos 50 anos tiveram redução na taxa de mortalidade semelhantes ao grupo que se exercitava há mais tempo.
Portanto, vale muito a pena começar a se exercitar em qualquer fase da vida, insiste Cabral. Ele recomenda, para quem tem mais de 60 anos - e depois da liberação do médico -, a prática de atividade aeróbica, como caminhar e andar de bicicleta. Esses exercícios podem ser iniciados por idosos saudáveis, de duas a três vezes por semana com duração de 20 a 30 minutos, em intensidade leve e progredindo para cinco a sete dias na semana, com duração de 30 a 60 minutos cada dia. Depois, sempre com orientação de profissional, pode-se elevar a intensidade em alguns dias da semana, por pelo menos mais alguns minutos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Turismo para idosos movimenta cerca de R$ 20 milhões por ano

Mercado é voltado para pessoas com mais de 60 anos; mas antes da viagem, é preciso tomar alguns cuidados

Idosos adoram viajar e desvendar o mundo. O mercado da boa idade, especializado em pessoas com mais 60 anos, movimenta cerca de R$ 20 milhões por ano. Mas antes desses turistas fazerem as malas é preciso tomar alguns cuidados.

O diário de viagens da artista plástica Celecina Monteiro é de se admirar: este ano foram duas idas aos Estados Unidos e agora ela se prepara para desembarcar na Argentina. Mas antes de viajar, Celecina não abre mão de fazer um seguro-viagem. "Tenho muito cuidado. Primeiro: a gente não está tão jovenzinha pra viajar sem seguro. Aí eu faço seguro-viagem por causa das bagagens e por causa da segurança mesmo da saúde", contou.

A química industrial Vera Avelar também se previne. "Eu nunca precisei, de fato, mas prevenção é importante".

Além do seguro, na hora de fazer as malas, esse público que já passou dos 60 anos precisa tomar alguns cuidados. “É sempre bom viajar em grupos, com guia turístico. É interessante o idoso saber se o destino turístico tem alguma estrutura médica, caso ele necessite. Em alguns grupos existem até um médico que acompanha a viagem”, alerta o turismólogo André Durão.

Outro detalhe importante é levar anotados dados sobre a saúde, como pressão, tipo de sangue e remédios que estejam sendo tomados.

São cuidados que não impedem o crescimento desse mercado. De acordo com o Ministério do Turismo, até setembro foram vendidos 140 mil pacotes para idosos. No Recife existe até agência que se especializou nesse público.

"Faço com todos os cuidados que requer os grupos de maior idade. Por exemplo: não gosto de botar em hotéis que não tenham elevador, que não tenha muita escadaria, viajo sempre com dois guias acompanhando todo o percurso - fora os guias locais", contou a dona da agência, Luíza Pedrosa Barreto de Meneses.

A rede hoteleira está procurando se adaptar ao hóspede que chegou aos 60 e está entrando agora na terceira idade. Para se adaptar a esse público, alguns hotéis tentam oferecer serviços diferenciados. Os quartos são mais iluminados e os banheiros têm apoio na parede e tapetes antiderrapantes.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Otávio Meira Lins, contou que é importante se adaptar a essa demanda: "as pessoas estão vivendo mais, as pessoas têm renda, e as pessoas estão com saúde para viajar. Você tem que estar preparado para recebê-los. Quem não se adaptar vai perder o bonde do mercado".
Fonte: Globo Nordeste
http://pe360graus.globo.com/noticias/economia/turismo/2010/11/02/NWS,523573,10,188,NOTICIAS,766-TURISMO-IDOSOS-MOVIMENTA-CERCA-MILHOES-ANO.aspx

Secretária Cristiane Brasil convida para palestra na UnATI

A Secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio de Janeiro, Cristiane Brasil, estará na Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI-Uerj), na próxima quarta-feira (03/11/2010), para apresentar a palestra "A cidade e o idoso: projetos da Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida". O evento acontecerá às 14h, no auditório 91, 9º andar da Uerj.
Cristiane falará sobre os programas e projetos já desenvolvidos pela Prefeitura, que visam a atender de forma mais eficiente a população de terceira idade, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade devida dos cariocas com mais de 60 anos. Falará também sobre ações que serão colocadas em prática nos próximos dois anos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A terceira idade e o pleno emprego

Certa vez, um internauta, ao comentar um dos posts do Blog da Cristiane Brasil sobre emprego na terceira idade, informava que, perto de completar 60 anos, estava concluindo o curso de Serviço Social e indagava quais as chances dele no mercado de trabalho. Para este amigo e muitos outros – não tão jovens - que falam comigo sobre o tema, saibam que a qualificação é sempre um diferencial positivo no mercado de trabalho. E as chances de emprego para a terceira idade também tem neste fundamento um requisito importante, além da experiência, é claro.

O fato é que o aquecimento econômico tem feito com que o País registre um boom na geração de novos empregos, com números positivos em praticamente todas as faixas etárias, inclusive para a terceira idade, como ficou evidenciado em recente trabalho do IBGE (já postei matéria sobre o assunto no Blog). O que o instituto constatou é que a taxa de desemprego ficou em cerca de 2% para quem tem mais de 50 anos. Ou seja, praticamente, o País vive o pleno emprego para esta faixa etária.

A verdade é que tal fenômeno no mercado de trabalho nada mais é do que o reflexo da realidade atual da população brasileira, cujo grau de envelhecimento acelerado não é mais novidade para ninguém. E a sociedade, por conseguinte, tem que se adequar aos novos desafios advindos deste quadro. E a geração de oportunidades de trabalho também para a terceira idade deve ser prioridade em toda e qualquer política pública para o setor. Sempre defenderei esta tese.